Funeral do Papa Bento XVI está marcado para 5 de janeiro; Entenda cerimônia

A partir desta segunda-feira (2), o corpo de Bento XVI será velado na Basílica de São Pedro, no Vaticano - Foto: AP Photo/Andrew Medichini
A partir desta segunda-feira (2), o corpo de Bento XVI será velado na Basílica de São Pedro, no Vaticano - Foto: AP Photo/Andrew Medichini

O Papa Bento XVI morreu neste sábado (31) aos 95 anos, de acordo com o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni. O Papa Francisco presidirá o funeral do seu antecessor, que está marcado para ocorrer em 5 de janeiro. O porta-voz afirma que o desejo do papa emérito é de que a cerimônia seja realizada com a "maior simplicidade".

Essa é a primeira vez na história da Igreja Católica, que um papa irá enterrar outro. De acordo com informações do G1, o corpo de Bento XVI ficará exposto a partir desta segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro para que os fiéis possam se despedir.

Especialistas em assuntos religiosos ouvidos pelo G1, afirmam que não existe um protocolo específico para a morte de um papa emérito, por isso o seu funeral deve ser semelhante ao de um papa que está ativo. As principais diferenças na cerimônia é que não terá o "assento vago"ou a convocação de um conclave.

Veja o se sabe sobre o funeral até o momento

Até o momento, poucos detalhes da cerimônia foram divulgados. A partir desta segunda-feira (2), o corpo do pontífice será velado sobre uma sóbria tapeçaria, com paramentos litúrgicos, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Segundo as regras da Igreja Católica, o funeral de um papa deve ocorrer entre 4 e 6 dias após a sua morte. A cerimônia já tem data marcada para o dia 5, na Praça de São Pedro.

Horas antes de ser enterrado, Bento XVI será colocado em um caixão que será coberto por outros dois; um exterior, que é feito de madeira de olmo; o do meio, de chumbo; e o interior, que é feito de madeira cipreste.

Saiba as diferenças na cerimônia

Como se trata de um Papa emérito, o ritual após a morte não contará com a tradicional convocação de um conclave, que é uma assembleia na qual a Igreja Católica realiza para escolher quem será o seu novo líder. Cardeais do mundo se reúnem entre 15 a 20 dias após a morte do papa e se isolam na Capela Sistina para escolher um sucessor.

Para o momento da escolha de um novo papa, os cardeais ficam incomunicáveis com o mundo exterior, a votação é feita em segredo e silêncio. Após esse momento, o resultado é anunciado para o público por meio da queima dos papéis de votação. Caso a fumaça for preta, ainda não terá um resultado. Caso seja branca, foi escolhido um novo líder.

Esse procedimento não ocorrerá dessa vez, já que o Papa Francisco foi eleito por um conclave após a renúncia de Bento XVI em 2013. Convencionalmente, no espaço entre a morte de um papa e a escolha de um novo, ocorre o que a igreja católica chama de assento vago (Sede Vacante).

Na ocasião da morte de um papa, todos os altos cargos do governo da Igreja (Cúria Romana) devem pedir demissão de suas funções, de acordo com a Constituição Apostólica promulgada em 1996 por João Paulo II. O único que continua é o camerlengo, que é um cardeal nomeado previamente para assumir o controle da Igreja e as funções de pontífice, mas com poderes limitados.