Funk e batida eletrônica: DJ Camilla Brunetta, da Barra, é confirmada no Lollapalooza 2023

Formada em hotelaria, a DJ Camilla Brunetta, de 32 anos, ainda trabalhava em hotel quando tocou pela primeira vez num evento, em 2012. Amante de pop e funk dos anos 1990 e 2000, ela não sentia seu gosto musical contemplado nas baladas e resolveu criar sua própria festa, a Vambora, que durou oito anos e só tocava hits antigos. Desde então, começou a ser contratada para outros eventos, e o que era hobby se tornou profissão.

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Em 2020, fez sucesso com o remix “Várias queixas”, do trio Gilsons. Em outubro, foi confirmada como uma das atrações do último dia do festival Lollapalooza 2023, de 24 a 26 de março em São Paulo.

— Toco funk com música eletrônica e estou planejando um show que dê voz a mulheres do funk antigo — conta ela, que é moradora da Barra. — Nunca fiz curso de DJ; aprendi mexendo e observando amigos da área. Quando subo ao palco, esqueço todos os problemas e gosto da interação com as pessoas; chamo a galera, grito, pulo e danço. No fim, parece que fiz uma maratona.

Ela diz ainda que a profissão é desafiadora para as mulheres.

— É uma área ocupada majoritariamente por homens. Estamos começando a ter nosso espaço agora. Já teve vezes em que estava tocando e o DJ que viria depois de mim disse: “Até que para uma DJ mulher você toca bem” — relata. — Há uma pressão; você chega a um lugar e não lhe dão valor, porque acham que você só pode estar ali por indicação de amigos.

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Durante a pandemia, devido à impossibilidade de tocar em festas, ela começou a cantar e lançar músicas autorais nas plataformas digitais. A mais nova canção é “Muito green”, sobre empoderamento feminino, em parceria com a cantora Mih.