Funk em lancha, jogos na Mega e passeio de jet ski: em meio à tragédia baiana, veja o que Bolsonaro tem feito na folga

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    38.º presidente do Brasil

Nos últimos dias do ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve poucos compromissos oficiais e passou a maior parte do viajando ao litoral. 

O mandatário deve passar o réveillon em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, o que lhe rendeu críticas por não ter suspendido sua folga para acompanhar a situação da Bahia, atingida pelas fortes chuvas que causaram 21 mortes e afetaram mais de 471 mil pessoas. Ao invés disso, Bolsonaro fez passeios de jet sky e moto, cortou o cabelo e jogo na Mega da Virada. 

O último compromisso oficial do presidente foi no dia 24 de dezembro, na véspera de Natal. No dia, ele se encontrou com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e parlamentares goianos para assinar a adesão do estado no Regime de Recuperação de Fiscal. Dois dias depois, nesta segunda-feira, Bolsonaro viajou para Santa Catarina

Antes disso, o presidente esteve em Guarujá, no litoral de São Paulo, entre os dias 17 e 23. Durante sua estadia, teve agendas feitas por videoconferência com os ministros Rogério Marinho, de Desenvolvimento Regional, e Anderson Torres, da Justiça, além de três reuniões por telefone com o subcehfe de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência, Pedro Cesar Sousa, feitas pelo telefone. 

As conversas que teve com os dois ministros, porém, aconteceram na mesma hora em que Bolsonaro passeava de jet sky com a filha Laura. Ele seguiu até a Praia Grande, cidade vizinha, onde conversou com alguns apoiadores na areia. 

Depois, o presidente seguiu para o Forte de Itaipu para almoçar, segundo informou o “G1”. De acordo com a agenda oficial da Presidência, a reunião com Marinho e com Torres aconteceram, respectivamente, às 11h e 12h e duraram cerca de 15 minutos cada. Depois, às 13h30, ligou para Cesar Sousa. 

No mesmo dia, o presidente foi a uma lotérica para apostar na Mega da Virada. Ele estava acompanhado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e do ex-ministro Ricardo Salles. 

Na Baixada Santista, Bolsonaro andou de moto, comeu pastel e participou de um culto evangélico assim que chegou ao Guarujá. Ele também dançou funk com teor machista em uma lancha ao lado de apoiadores. 

Já em Santa Catarina, o presidente chegou ao litoral no dia 27, quando as enchentes na Bahia já haviam deixado 20 mortos e 430 mil pessoas afetadas. Desde segunda, Bolsonaro fez um novo jogo na Mega da Virada, cortou o cabelo, andou de jet sky e de moto. 

MOVIMENTO NAS REDES '#BOLSONAROVAGABUNDO'

A ausência de Bolsonaro na tragédia baiana lhe rendeu duras críticas e fez com que a hashtag #BolsonaroVagabundo ficasse entre os principais assuntos do Twitter por dois dias seguidos. A insatisfação se intensificou após o presidente falar ao site ND Mais que esperava “não ter que retornar antes” do fim de sua folga. A declaração foi dada enquanto cumprimentava apoiadores na Praia do Forte. 

Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during a meeting with businessmen promoted by the National Confederation of Industry (CNI) in Brasilia, Brazil December 7, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during a meeting with businessmen promoted by the National Confederation of Industry (CNI) in Brasilia, Brazil December 7, 2021. REUTERS/Adriano Machado

Aliados e apoiadores do presidente reagiram nas redes afirmando que ele já tinha visitado o estado no início do mês, quando ocorreram as primeiras chuvas na Bahia. Bolsonaro também editou uma medida provisória (MP) liberando R$ 200 milhões para rodovias afetadas pela chuva na Bahia e outros quatro estados.

Na ocasião em que Bolsonaro foi à Bahia, no dia 12 deste mês, 70 mil pessoas haviam sido afetadas pelas enchentes. A extensão dos estragos causados pelo temporal agora, porém, é maior. Desta vez, o presidente mandou ministros para representá-lo no estado. Forem eles Rogério Marinho, João Roma, da Cidadania, e Marcelo Queiroga, da Saúde. 

Nesta quarta-feira, em uma agenda no Rio de Janeiro, o ministro Marinho defendeu Bolsonaro. Ao ser questionado se o presidente não deveria ter ido a Bahia agora, respondeu: 

— O presidente foi à Bahia no dia 12 de dezembro, assim que as coisas começaram a acontecer lá. E quando ele foi, ele foi criticado porque foi à Bahia. O presidente mandou os ministros e foi criticado porque mandou os ministros. Eu acho que se o presidente descobrir a cura do câncer, ele vai ser criticado porque descobriu a cura do câncer. 

da agência O Globo

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