Furacão Eta ganha força ao se aproximar da costa do Caribe nicaraguense

·2 minuto de leitura
Membros da Força Aérea de Honduras carregam aviões com provisões para moradores da cidade de Puerto Lempira, no departamento (estado) de Gracias a Dios, ante a chegada do furacão Eta, em Tegucigalpa, 2 de novembro de 2020

Furacão Eta ganha força ao se aproximar da costa do Caribe nicaraguense

Membros da Força Aérea de Honduras carregam aviões com provisões para moradores da cidade de Puerto Lempira, no departamento (estado) de Gracias a Dios, ante a chegada do furacão Eta, em Tegucigalpa, 2 de novembro de 2020

O poderoso furacão Eta ganhou força ao se aproximar da costa do Caribe, da Nicarágua e Honduras, com a ameaça de levar chuvas torrenciais à América Central, segundo organismos de socorro dos dois países e do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. 

O furacão ganhou força nas águas quentes do Caribe e chegou à categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, com ventos máximos sustentados de 240 km/h. O NHC alertou que Eta poderia se fortalecer ainda mais antes de tocar o solo.

O furacão se fortaleceu na segunda-feira nas águas quentes do Caribe para atingir a categoria 4 na escala Saffir-Simpson de cinco, com ventos máximos sustentados de 240 km/h, segundo o NHC. 

Às 9H00 GMT (6H00 de Brasília), o centro do furacão estava a 40 quilômetros de Bilwi (também conhecido como Puerto Cabezas), no Caribe Norte da Nicarágua, e se movia a cerca de 8 km h, segundo o centro de furacões com sede em Miami. 

Está previsto que o Eta chegue ao norte do Caribe da Nicarágua, habitado por populações indígenas e afrodescendentes.

Em Bilwi e comunidades adjacentes, situadas na costa caribenha, vivem 100.000 pessoas, a maioria indígenas dispersos em povoados que poderiam ser afetados pelo furacão, como Tuapí, Krukira, Sandy Bay, Cabo Gracias a Dios, Prinzapolka, Wawabar, Karatá, Halower, Wauhta, Kamwatla e Walpalsiksa.

"Já conseguimos retirar mais de 3.000 famílias, com a participação ativa de nosso exército das comunidades" caribenhas como Prinzapolka e Los Cayos Miskitos, afirmou a vice-presidente e porta-voz oficial, Rosario Murillo.

Os comunitários são levados para casas em áreas altas e seguras, explicou  Murillo, que também é primeira-dama.

Tanto a Nicarágua quanto Honduras, os países com maior risco, decretaram alerta vermelho antes da chegada do ciclone.

O governo nicaraguense declarou alerta vermelho (máximo) no Caribe Norte e amarelo (de alerta) nos departamentos (estados) nortistas de Jinotega, Nueva Segovia, Chinandega, enquanto manteve alerta verde (de prevenção) para o restante do país.

O NHC advertiu que são esperados "ventos catastróficos, inundações repentinas e deslizamentos de terra em partes da América Central". 

A Comissão Permanente de Contingências (Copeco) de Honduras emitiu alerta vermelho para os departamentos caribenhos de Gracias a Dios, Atlántida, Colón e Islas de la Bahía, assim como Olancho (oeste), diante da possibilidade de chuvas fortes trazidas pelo ciclone.

O norte de Honduras registrou fortes temporais, com cheias nos rios e fortes marés na costa norte, e o mau tempo forçou o fechamento do aeroporto na cidade caribenha de La Ceiba.

bm-jr/mas/mps/yow/gma/mvv/cc