Furacão Ida causou vazamento de óleo no Golfo do México, diz Guarda Costeira

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sistemas de contenção foram instalados no Golfo do México, perto da costa do estado de Louisiana, para conter uma contaminação por petróleo descoberta após a passagem do furacão Ida, informou a Guarda Costeira dos Estados Unidos neste domingo (5).

A área afetada fica em frente a Port Fourchon, porto a 160 km de Nova Orleans voltado, principalmente, para o armazenamento e a distribuição de petróleo.

A Guarda Costeira do estado de Louisiana foi informada da contaminação na área e já atua na questão, informou em um comunicado.

Especializada em plataformas de petróleo offshore, a empresa texana Talos Energy enviará uma equipe de mergulho neste domingo para tentar descobrir a origem do vazamento de petróleo. "A investigação ainda não determinou a origem do vazamento. Observações detalhadas no local indicam, no entanto, que as estruturas da Talos não são a fonte", declarou a empresa em nota, na qual disse não ter identificado impactos na costa e na vida marinha da região.

A empresa destaca que, em 2017, a produção chegou a ser interrompida na área afetada pelo derramamento de petróleo, obstruindo as fontes e retirando sua rede de dutos.

Com ventos de 240 km/h, o furacão Ida atingiu a costa de Louisiana há uma semana, causando danos "catastróficos", de acordo com as autoridades locais. O presidente dos EUA, Joe Biden, visitou a região na última sexta (3) para avaliar os estragos e se encontrar com o governador.

Rebaixado para a categoria de tempestade tropical, o Ida continuou seu caminho pelos EUA e atingiu o nordeste do país. A destruição deixou ao menos 12 mortes em Louisiana. No estado de Nova York e em regiões próximas, a contagem subiu, neste domingo (5), para ao menos 50 pessoas, segundo a agência Reuters.

Ao comentar a destruição, Biden classificou o Ida como o quinto maior furacão da história americana.

Na quarta (1º), a Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço das Nações Unidas para questões do clima, afirmou que o evento pode se tornar o desastre climático mais caro da história, superando inclusive o furacão Katrina, que há 16 anos deixou cerca de 1.800 mortos.

A declaração foi dada pouco após a OMM lançar um relatório global demonstrando que a ocorrência de eventos climáticos extremos aumentou cinco vezes nas últimas cinco décadas. As inundações, causa das mortes em Nova York e Nova Jersey nesta quarta, são o tipo de fenômeno mais frequente. Dos mais de 11 mil desastres climáticos registrados de 1970 a 2019, elas corresponderam a 44%.

Rico em hidrocarbonetos, o Golfo do México é uma das principais áreas produtoras de petróleo dos Estados Unidos. Foi nesta região que a plataforma Deepwater Horizon explodiu em 2010, causando um derramamento de óleo considerado o mais grave da história.

A rápida intensificação dos ventos e das chuvas do Ida alertou cientistas americanos, que chamam a atenção para o agravamento desse tipo de fenômeno com o aumento da temperatura dos oceanos gerado pelo aquecimento global.

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