Furacão Ida mostra que crise climática está em ponto gravíssimo

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  • Desastres climáticos matavam mais nas décadas de 1970 e 1980

  • Custos para medidas de prevenção ficaram mais caras no século 21

  • Furacão Ida mostra crescimento dos problemas relacionados ao aquecimento global

Desastres climáticos globais associados ao aquecimento global atingem quatro a cinco vezes mais frequentemente o Planeta e criam sete vezes mais danos do que na década de 1970. Com isso, o Furacão Ida é o mais caro até agora, disse à agência meteorológica das Nações Unidas.

A Organização Meteorológica Mundial da ONU apresentou um relatório mostrando que os desastres climáticos estão matando menos pessoas do que nos anos 1970 e 1980, pois as medidas de prevenção se tornaram melhores. O custo para que as cidades e pessoas resistam está muito mais caro. O relatório mostra as três grandes tempestades que atingiram os Estados Unidos nas últimas semanas. Furacão Ida, que destruiu uma série de cidades na Louisiana, teve reflexos em Nova Iorque e Nova Jersey, matando oito pessoas no nordeste norte-americano.

Ida é a nona tempestade no Oceano Atlântico em uma temporada que começou em junho e vem na esteira de um número recorde de furacões em 2020.

Na década de 1970, o mundo tinha uma média de cerca de 711 desastres climáticos por ano, mas de 2000 a 2009 essa contagem foi de até 3.536 por ano - ou quase 10 por dia - antes de recuar um pouco, de acordo com o relatório.

Nas décadas de 1970 e 1980, o clima severo matou uma média de cerca de 170 pessoas por dia em todo o mundo. Na década de 2010, esse número caiu para cerca de 40 por dia, de acordo com a OMM, que rastreou mais de 11.000 desastres climáticos no último meio século.

O relatório também vem no final de um verão repleto de desastres que incluiu inundações mortais na Alemanha e uma onda de calor no Mediterrâneo. No oeste dos Estados Unidos, incêndios florestais agravados pela seca continuam a queimar. A maioria das mortes e danos estruturais durante 50 anos de rastreamento pode ser atribuída a tempestades, inundações e secas.

Mais de 90% dos mais de 2 milhões de mortes ocorrem no que a ONU considera nações em desenvolvimento, enquanto quase 60% dos danos econômicos ocorreram em países mais ricos. Nos anos 1970, os desastres climáticos custaram cerca de US$ 175 bilhões globalmente, quando ajustados para o dólar em 2019, descobriu a ONU. Isso aumentou para US$ 1,38 trilhão no período de 2010 a 2019.

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