Furia espera ter cativado fãs com Major: 'Conseguimos mais carinho dos brasileiros'

Jogadores da Furia lamentam a eliminação do Major do Rio (Foto: Adela Sznajder/ESL Gaming via ESPAT)
Jogadores da Furia lamentam a eliminação do Major do Rio (Foto: Adela Sznajder/ESL Gaming via ESPAT)

Neste fim de semana, no Rio de Janeiro, o Brasil teve um semifinalista de Major de Counter-Strike: Global Offensive pela primeira vez desde Londres, em 2018, quando o MIBR caiu para a NAVI. Mas para a decepção da torcida que lotou a Jeunesse Arena neste sábado (12), a Furia acabou eliminada pela Heroic. Apesar da derrota, os jogadores da organização brasileira veem a trajetória no campeonato como positiva.

“Acho que o nosso desempenho foi bastante satisfatório, de acordo com os objetivos que a gente tinha antes de começar. Chegar aos playoffs e jogar na frente dessa torcida, ser considerado um dos favoritos ao título... Foi tudo muito maravilhoso”, afirmou André ‘drop’ Abreu. “Pensando no futuro, nós garantimos uma vaga de legends no RMR das Américas. Acho que olhando friamente, sem a tristeza de ter perdido hoje, foi muito satisfatória.”

Com uma ascensão grande nos últimos anos mantendo o core de Andrei ‘art’ Piovezan, Kaike ‘KSCERATO’ Cerato e Yuri ‘yuurih’ Santos, a Furia ainda não era vista com tanto carinho por parte do público brasileiro, que tende a abraçar mais os projetos dos jogadores que estavam na era dourada de Luminosity e SK Gaming nos dois títulos de Major em 2016.

Para ‘yuurih’, a campanha no Major pode ter sido um divisor de águas para que a Furia seja mais abraçada pela comunidade brasileira do CS:GO.

“Acho que com certeza depois desse campeonato conseguimos trazer mais um carinho do povo brasileiro, que não acompanhava tanto, que não gostava da gente”, disse o jogador. “Acho que esse campeonato trouxe muitas pessoas para o lado da Furia para ver o nosso potencial, o carinho que a gente tem pelo povo. A torcida foi algo mágico aqui. Se chegamos até aqui foi por causa da torcida.”

A derrota

Após abrir 1 a 0 em mapas contra a Heroic e ter uma grande reação no segundo mapa, a Furia tomou a virada e acabou eliminada na semifinal do Major do Rio.

No primeiro mapa, Inferno, escolhido pela Heroic, a Furia fez um ótimo tempo inicial como CT e abriu boa vantagbem (9 a 6). Indo para o lado tido como o mais fraco do mapa, o T, o quinteto brasileiro ganhou nove rodadas seguidas para garantir a 1 a 0 na melhor de três. O capitão Andrei ‘arT’ Piovezan teve uma atuação de gala, com 23 abates, sete delas sendo as iniciais de cada rodada.

A Heroic abriu boa vantagem no segundo mapa, Ancient, jogando de CT e chegando ao intervalo com 10 a 5 favorável. Os dinamarqueses chegaram ao map point, abrindo 15 a 5. Mas a Furia começou a reação, a torcida abraçou e o quinteto brasileiro venceu dez rodada seguidas para forçar a prorrogação. No período extra, os dinamarqueses foram melhores e venceram por 4 a 2 para levar o jogo para o mapa decisivo.

Sobre a derrota após a reação, ‘drop’ afirma que “foi mais o lado técnico do jogo. O time da Heroic é muito bom e eles tomaram boas decisões.Tentamos mudar um pouco o ritmo do nosso jogo, fazendo algumas coisas que a gente não tinha feito, e as decisões deles foram de desencontro com as nossas”.

Na Nuke, a Heroic foi muito bem jogando de TR, o lado mais desfavorável do mapa, conseguindo abrir uma vantagem de 10 a 5 no tempo inicial. E após vencer o pistol, os dinamarqueses fecharam rapidamente o jogo com 16 a 5.

“Tivemos muitas falhas não só coletivas, mas também individuais. Não só na Nuke, mas na série toda. Quando você vem de um momento onde você perdeu um mapa que você tinha buscado o comeback, você sabe que está em um momento e vem o outro time e começa a fazer vários rounds como uma bola de neve começa a tirar um pouco da sua confiança, as decisões começam a ser meio moles, as coisas começam a dar errado”, contou ‘drop. “Eles encaixaram o jogo deles e uma sequência de rounds muito forte, e estando do lado favorável do mapa, ficamos em uma desvantagem muito grande. Isso machucou bastante a gente. Quando fomos para o lado TR, infelizmente perdemos o pistol e aí já era meio caminho andado.”