Futebol S/A: Chape e Coxa aprovam mudança para clube-empresa

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Chapecoense foi um dos clubes que iniciou o processo para se tornar empresa. Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images
Chapecoense foi um dos clubes que iniciou o processo para se tornar empresa. Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images

A quinta-feira de antevéspera de Natal foi agitada em dois clubes do sul do país. Chapecoense e Coritiba aprovaram a transição do modelo de gestão para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em reuniões de seus conselhos.

No caso do Coxa, que volta para a Série A em 2022, 95,47% dos 4.099 sócios presentes votaram positivamente para a mudança. O clube tinha 11.335 associados aptos para participar do pleito.

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Já na Chapecoense, lanterna do Brasileirão em 2021, a aprovação foi unânime.

Agora os clubes vão seguir trâmites internos para dar seguimento no sonho de se tornarem clubes empresas. O Coritiba adotará três passos: tratamento e a quitação da dívida, estrutura de gestão de excelência e governança coorporativa. Por conta desse processo, a direção não acredita em conseguir um investidor antes de 2023.

Já no clube catarinense, "95% do patrimônio da SAF pertencerá à Associação Chapecoense de Futebol. O modelo aprovado prevê a cisão do departamento de futebol, contemplando o profissional masculino e feminino, as categorias de base masculinas e femininas e todas as suas respectivas situações".

Em ambos os casos, os clubes tiveram o cuidado de assegurar que escudo, hino, cores, mascote e cidade sede serão mantidos.

No Nordeste, cartola do Bahia diz que não é momento de discutir venda do clube

Enquanto clubes do sul se movimentam em direção ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol, o Bahia segue estudando o melhor caminho a seguir nos próximos anos.

Em entrevista, o presidente Guilherme Bellintani confirmou que fez reuniões com representantes da XP Investimentos, empresa responsável por buscar investidores para Cruzeiro e Botafogo, em busca de conhecer mais o tema e entender o processo. O dirigente, porém, pondera que não existe qualquer encaminhamento sobre o assunto em relação ao tricolor baiano.

“Estamos absolutamente antenados e refletindo sobre isso, apesar de a gente achar que não é o momento de colocar esse tema em discussão, porque a gente acha que tem que amadurecer e cuidar disso como o máximo de cautela possível, mas também compreendendo as circunstâncias que vão acontecer no futebol brasileiro imediatamente. Esse movimento do Cruzeiro, o movimento do América-MG, movimento do Athletico-PR, movimento do Bragantino que já está consolidado. Diversos clubes pequenos e médios do futebol brasileiro estão passando a integrar a organização de uma S.A e nós não podemos ficar de fora dessa discussão, mas não temos nada maduro o suficiente para compartilhar”, contou.

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