Fux pede união 'de todas as ideologias' no combate ao coronavírus

Carolina Brígido
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BRASÍLIA - No dia em que se completa um ano de declarada a pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pediu a união de poderes, agentes públicos e ideologias no combate à doença. O discurso foi proferido no plenário da Corte, no início da sessão desta quinta-feira. Ele acrescentou que o Brasil vive atualmente o momento mais crítico da pandemia, com 270 mil mortes até agora e um recorde de 2.349 vítimas em 24 horas.

— Hoje, ao tempo em que muitos países já visualizam a porta de saída da pandemia, o Brasil ainda vive o seu quadro mais crítico desde março de 2020. Diante desse contexto, um misto de incredulidade e desesperança atinge muitos de nós, que nos perguntamos: “até quando?” Brasileiras e brasileiros, relembro que o nosso tempo é hoje. O nosso país precisa, mais do que nunca, de diálogo e de união entre os três poderes, entre os agentes políticos de todos os níveis federativos e de todas as ideologias, entre os setores público e privado, e, enfim, entre todos os cidadãos. Precisamos trabalhar em prol de medidas eficazes para que a ciência e os bons propósitos possam finalmente vencer o vírus. Não temos tempo a perder — disse Fux.

O ministro considerou o cenário “preocupante” e lembrou que as vítimas representam “vidas interrompidas, sonhos frustrados e lares desestruturados”. Fux informou que o STF julgou, nos últimos 12 meses, mais de 7 mil processos relacionados à pandemia. Entre as decisões tomadas, ele citou a que reforçou a competência da União, dos estados e municípios para a concretização de políticas públicas de combate à pandemia e, ainda, casos sobre a obrigatoriedade da vacina e a aquisição de seus insumos.

— Continuaremos firmes em nossas trincheiras, sem economizar esforços para que a sociedade brasileira possa contar com o Poder Judiciário de seu país, e para que o Brasil supere com brevidade e altivez essa página de nossa história. Cuidem-se, e cuidemos uns dos outros. A responsabilidade com o próximo e com o país traduz a genuína cidadania preconizada por nossa Constituição — concluiu.