Fux recebe Pacheco para discutir relação entre Poderes

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BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reúne nesta tarde com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para discutir a relação entre os dois Poderes. O encontro acontece em meio à crise institucional da Corte com o Executivo, intensificada após indulto presidencial concedido por Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). Os atritos se agravaram após a participação do presidente nos atos do dia 1º de Maio, que tinham, entre as pautas, o fechamento do STF e intervenção militar.

Pacheco chegou ao STF por volta das 15h. Antes, o senador se reuniu com líderes do Senado na Residência Oficial da presidência da Casa. No encontro dos parlamentares, além de eles terem discutido os trabalhos do Senado, também estava na pauta a tensão causada pelas ofensivas de Bolsonaro contra as instituições e as tentativas de minar a credibilidade da eleição. Na saída do encontro, ele afirmou que o indulto do presidente ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) pode resultar em um aumento do sentimento de "impunidade" na aplicação da lei.

Após o encontro com Pacheco, Fux também se reunirá com o ministro da Defesa, o general Paulo Sergio Nogueira. O encontro, marcado para às 17h no Supremo, é uma tentativa de distensionar a relação do Judiciário com as Forças Armadas. Uma fala do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, sobre as eleições foi criticada pelo chefe da pasta na última semana.

Na ocasião, Barroso disse que as Forças Armadas estavam sendo "orientadas a atacar e desacreditar o processo eleitoral".

Pacheco tem mantido contato direto com Fux e com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, tanto por conta da crise institucional quanto pelas preocupações a respeito das eleições. Os chefes das três Casas receiam que, por conta das alegações infundadas de Bolsonaro sobre a lisura do pleito, haja um aumento de tensão durante o período eleitoral.

Na semana passada, Pacheco, Fux e Fachin conversaram por telefone um dia depois que o presidente voltou alegar que eleição pode ser fraudada, embora não tenha apresentado provas que deem base ao seu argumento. Tanto o Senado quanto a Câmara têm trabalhado em conjunto com o TSE na defesa do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas, frequentemente atacadas pelo presidente.

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