Fux se vacina no Rio e poupa Bolsonaro sobre dúvida em relação ao imunizante

João Saconi
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, esteve nesta sexta-feira no Museu da Justiça, no Centro do Rio, para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e, ao ser questionado, poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que disse na quinta-feira, em transmissão ao vivo, não saber se irá receber o imunizante nos próximos dias. Fux tem 67 anos. Bolsonaro, que tem 66, está próximo de sua data de vacinação, mas disse ontem que só pretende fazê-lo quando "o último brasileiro for vacinado".

— Eu respeito o livre arbítrio das pessoas. Isso é uma obrigação até constitucional. Eu não critico a postura de nenhum homem público. Eu faço a minha parte — disse Fux que, em seguida, afirmou não ter "expertise" para avaliar a condução do processo de imunização pelo governo federal.

Fux chegou por volta de 13h ao museu, onde trabalhou como estagiário antes da magistratura. Ele se vacinou de acordo com a data estipulada pela Prefeitura do Rio, cidade onde tem residência, no período da tarde, destinado aos homens — pela manhã, foram vacinadas mulheres da mesma idade do magistrado. A vacina disponível no local era a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan.

Apesar de ter evitado se posicionar em relação ao presidente, Fux afirmou que a própria vacinação era um exemplo à população e defendeu que a saída para a crise causada pela Covid-19 é a imunização de toda a população:

— Nós temos que fazer essa travessia. Todo mundo se vacinar, porque, se assim não for, nós ficaremos para sempre às margens de nós mesmos — declarou o ministro, demonstrando também solidariedade às famílias das vítimas fatais da pandemia e pedindo para que a Semana Santa sirva como um momento de reflexão coletiva sobre o tema.

O presidente do STF é o quarto integrante da Corte a se imunizar contra a doença: antes dele, também foram vacinados Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Além de Fux, devem se vacinar nos próximos dias a ministra Carmen Lúcia, que tem 66 anos, e Gilmar Mendes, com 65.