Gás natural: que países vão preencher o vazio da Rússia?

Gás natural: que países vão preencher o vazio da Rússia?

O tempo está a contar para a União Europeia (UE).

O bloco comunitário está a tentar reduzir o mais rápido possível a dependência dos combustíveis fósseis russos, a exportação mais lucrativa para o Kremlin e com maior peso para financiar invasão na Ucrânia.

Mas se o carvão e o petróleo russos foram relativamente fáceis de sancionar a par de uma eliminação gradual, a libertação do gás é algo completamente diferente.

No ano passado, a UE comprou mais de 155 mil milhões de metros cúbicos (bcm) de gás russo importado,  principalmente, através da extensa rede de gasodutos que interliga a Europa Oriental.

Numa tentativa de pôr fim a estas importações, a UE está a apostar no gás natural liquefeito (GNL), que oferece mais flexibilidade e uma maior diversidade de produtores. Mas a procura  global por GNL ultrapassou a oferta, elevando os preços e promovendo uma forte concorrência entre os países ricos.

Em março, a UE assinou um acordo com os Estados Unidos para o abastecimento de mais 15 mi milhões de metros cúbicos de GNL até o final do ano. Já no início de junho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajou para o Médio Oriente e anunciou um memorando trilateral para aumentar o fornecimento de GNL através do Egito e de Israel.

Estes acordos, no entanto, não são vinculativos, o que significa que, se os fornecedores não conseguirem cumprir os objetivos prometidos, a UE não tem via legal para remediar a situação. Bruxelas está agora a intensificar a diplomacia internacional para garantir novas parcerias e compromissos.

Enquanto isso, a Gazprom continua a cortar ou a reduzir os fluxos de gás para um número crescente de Estados-membros, intensificando o receio de racionamento de gás.

Veja o vídeo acima para saber que países estão dispostos a preencher a lacuna deixada pelo gás russo.

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