Gás sarin foi agente usado em ataque químico na Síria (GB)

Um homem sírio coleta os restos mortais de um pássaro morto, que supostamente foi morto por gás tóxico em Khan Sheikhun, no dia 5 de abril de 2017

Cientistas britânicos que analisaram amostras coletadas no local alvo do ataque químico na Síria concluíram que o agente empregado foi o gás sarin ou um neurotóxico similar, afirmou nesta quarta-feira o embaixador do Reino Unido na ONU.

"Por esta razão, o Reino Unido compartilha as conclusões dos Estados Unidos de que é altamente provável que seja o regime [de Bashar al Assad] o responsável pelo ataque contra Khan Sheikun em 4 de abril", declarou Matthew Rycroft ao Conselho de Segurança da ONU.

Naquele dia, a cidade rebelde de Khan Sheikun, na província síria de Idlib (noroeste), foi alvo de um suposto ataque químico no qual morreram 87 civis, entre eles dezenas de crianças. Os rebeldes e vários países ocidentais o atribuíram ao presidente sírio, Bashar al Assad, que negou qualquer envolvimento.

Em represália, os Estados Unidos lançaram na madrugada de 7 de abril um ataque com mísseis contra uma base aérea do regime sírio.

O Conselho de Segurança da ONU tem previsto votar nesta quarta-feira um projeto de resolução, exigindo ao regime sírio que ajude a investigar os fatos para determinar responsabilidades.