G20 deve se comprometer a reduzir período para desenvolver vacinas em pandemias

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Enfermeira prepara dose de vacina contra Covid-19 para aplicação em Dresden, na Alemanha

Por Jan Strupczewski e Francesco Guarascio

ROMA/BRUXELAS (Reuters) - Os líderes das 20 maiores economias do mundo devem se comprometer a apoiar que se reduza a 100 dias o período no qual farmacêuticas podem desenvolver vacinas, remédios e exames novos durante uma pandemia, de acordo com o esboço de um documento conjunto.

Em circunstâncias normais, desenvolver vacinas exige mais de uma década, mas a pandemia de Covid-19 desencadeou uma disparada inédita nas pesquisas, testes e procedimentos regulatórios que possibilitaram ter vacinas prontas em menos de um ano.

Agora os líderes do G20 querem que este período seja mais encurtado.

Em emergências de saúde causadas por pandemias, "apoiaremos a ciência para abreviar o ciclo de desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos seguros e eficazes de 300 para 100 dias", disseram os líderes do G20 no esboço de um documento que eles devem endossar durante uma cúpula em Roma no final de semana.

O esboço ainda está sujeito a mudanças de última hora, mas autoridades disseram que este compromisso deve permanecer inalterado.

Uma das medidas vistas como cruciais para reduzir o tempo necessário para se desenvolver vacinas e remédios é a abreviação dos testes clínicos. Isto poderia ser possível facilitando a cooperação para a realização de testes, estabelecendo grandes registros para voluntários e envolvendo mais as agências reguladoras durante os estudos.

Tecnologias novas, como o RNA mensageiro, também demonstram que permitem um desenvolvimento de vacinas mais rápido.

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