G7 não reconhecerá 'ocupação' russa da Crimeia

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Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em reunião por videoconferência dos líderes do G7, em 19 de fevereiro de 2021, em Londres

O G7 não reconhecerá "as tentativas russas de legitimar a ocupação" da península da Crimeia - afirmou o grupo em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (18), mostrando a tensão existente com Moscou.

"Denunciamos claramente a ocupação temporária da República Autônoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol por parte da Rússia", garantem os sete países mais ricos do mundo, coincidindo com o sétimo aniversário da tomada desse território.

"Não reconhecemos e não reconheceremos as tentativas russas destinadas a legitimar esta ocupação", acrescentou o texto.

Esta declaração se soma às afirmações do presidente americano, Joe Biden, que disse, no final de fevereiro, que "nunca" aceitará a anexação russa da península da Crimeia, na Ucrânia.

Os confrontos entre combatentes apoiados pela Rússia e por tropas ucranianas deixaram mais de 13.000 mortos desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia, e as forças pró-Moscou no leste da Ucrânia se rebelaram contra Kiev.

"Sete anos após esta anexação ilegítima e ilegal da República Autônoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol por parte da Rússia, reafirmamos nosso apoio inabalável e nosso compromisso com a independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia com suas fronteiras internacionalmente reconhecidas", disseram chanceleres dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e um representante da diplomacia europeia.

"Ao usar a força contra a integridade territorial da Ucrânia, a Rússia violou abertamente o direito internacional", acrescentaram.

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