G7 pede que China se abstenha de ameaças e uso da força

Reunião do G7 na Alemanha

Por Humeyra Pamuk e Sarah Marsh

MUENSTER, Alemanha (Reuters) - O Grupo dos Sete pediu nesta sexta-feira que a China se abstenha de "ameaças, coerção, intimidação ou uso da força", ao mesmo tempo em que expressou seu objetivo de cooperação sempre que possível para enfrentar desafios globais, incluindo segurança, saúde global e clima.

O comunicado de palavras suaves, encerrando dois dias de reuniões dos ministros das Relações Exteriores das sete democracias mais ricas do mundo, também reiterou a importância da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan.

O G7 concorda com a necessidade de uma resposta coordenada às ambições do presidente chinês, Xi Jinping, após um congresso do Partido Comunista, disse anteriormente uma autoridade graduada do Departamento de Estado norte-americano, mas o comunicado não fez referência a um objetivo comum.

A reunião coincidiu com uma visita de um dia do chanceler alemão, Olaf Scholz, à China, que alimentou a preocupação de que a Alemanha continuaria a priorizar as relações econômicas com seu maior parceiro comercial em detrimento de considerações estratégicas e de segurança.

Isso pode arriscar divisões entre os aliados ocidentais que têm tentado adotar uma postura mais dura em relação à China nos últimos anos.

"Lembramos a China da necessidade... de se abster de ameaças, coerção, intimidação ou uso da força", disse o comunicado do G7. "Nós nos opomos fortemente a qualquer tentativa unilateral de mudar o status quo pela força ou coerção."

O G7 disse que continua "seriamente preocupado com a situação dentro e ao redor dos mares do Leste e do Sul da China" depois que a China organizou neste ano jogos de guerra perto de Taiwan.

A China reivindica a ilha autogovernada como seu próprio território e nunca renunciou ao uso da força para colocar a ilha sob seu controle.

Além disso, o G7 disse que continuaria a levantar preocupações com a China sobre relatos de violações e abusos de direitos humanos, inclusive em Xinjiang e no Tibete, e sobre a "erosão contínua dos direitos, liberdades e autonomia de Hong Kong".

(Reportagem de Humeyra Pamuk, Sarah Marsh e Sabine Siebold)