Gabigol e MC Gui são flagrados em cassino de luxo de SP em ação contra aglomeração

DHIEGO MAIA
·2 minuto de leitura
SÃO PAULO, SP, 14.03.2021 - CASSINO-GABIGOL - A Polícia Civil fechou um cassino de luxo na zona de sul São Paulo no início da madrugada deste domingo (14) e o atacante Gabigol, do Flamengo, foi detido dentro do estabelecimento. Jogos de azar são proibidos no país. Pela legislação brasileira, são considerados jogos de azar aqueles que dependem exclusivamente da sorte dos participantes. Além de ilegal, o estabelecimento, que funcionava na Vila Olímpia, bairro nobre da capital paulista, desrespeitava o decreto estadual que veta festas e aglomerações durante a pandemia. (Foto: Marcelo Gonçalves/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 14.03.2021 - CASSINO-GABIGOL - A Polícia Civil fechou um cassino de luxo na zona de sul São Paulo no início da madrugada deste domingo (14) e o atacante Gabigol, do Flamengo, foi detido dentro do estabelecimento. Jogos de azar são proibidos no país. Pela legislação brasileira, são considerados jogos de azar aqueles que dependem exclusivamente da sorte dos participantes. Além de ilegal, o estabelecimento, que funcionava na Vila Olímpia, bairro nobre da capital paulista, desrespeitava o decreto estadual que veta festas e aglomerações durante a pandemia. (Foto: Marcelo Gonçalves/Folhapress)

GONÇALVES, MG (FOLHAPRESS) - O atacante Gabigol, do Flamengo, e o funkeiro MC Gui foram detidos, na madrugada deste domingo (14), num cassino de luxo no bairro Vila Olímpia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

Além de a prática de jogos de azar ser proibida no Brasil, os frequentadores foram encontrados desrespeitando as regras sanitárias na véspera do plano emergencial, que implantará toque recolher em todo o estado a partir desta segunda-feira (15), das 20h às 5h.

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB) integrou a equipe de fiscalização, e num vídeo postado em suas redes sociais, o parlamentar disse que viu no cassino "menores de idade, gente sem máscara e aglomerada com poder aquisitivo muito alto sem nenhum cuidado compartilhando copos e garrafas".

"E para nossa surpresa estavam lá MC Gui e Gabigol, o jogador do Flamengo. Acho que estavam no local errado e no momento errado", disse Frota.

A fiscalização interditou o cassino, e levou Gabigol e MC Gui com ao menos outras 200 pessoas para o DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).

O órgão, da Polícia Civil, tem concentrado as investigações contra pessoas flagradas desrespeitando os decretos do governo paulista para a contenção da pandemia.

Gabigol e MC Gui, e os demais frequentadores do cassino, assinaram um termo circunstanciado de ocorrência após se comprometerem a comparecer à polícia quando forem requisitados.

Os depoimentos deles não foram colhidos, na madrugada deste domingo, para evitar aglomerações no prédio do DPPC, localizado na região central da capital paulista. Os envolvidos deverão responder na Justiça por crime contra a saúde pública, contravenção e jogo de azar.

Os crimes são de menor potencial ofensivo, e as pessoas flagradas nestas práticas não são presas em flagrante. Os detidos, quando concordam em comparecer a todos os atos judiciais, acabam tendo substituída a prisão em flagrante pelo termo circunstancial.

No momento em que era conduzido para o DPPC, o jogador Gabigol se irritou com uma pergunta de uma pessoa sobre se ele estaria em campo neste domingo para o clássico contra o Fluminense. "Não, mano, que pergunta idiota do caralho", retrucou o jogador.

O Fla-Flu, marcado para as 18h pelo campeonato carioca, não terá a presença de Gabigol porque ele está de férias após a conquista do Brasileirão 2020. A Folha procurou e aguarda uma manifestação de MC Gui e Gabigol.

Após a subida de casos, internações e óbitos por Covid-19, uma força-tarefa formada por órgãos da prefeitura e do governo de São Paulo tem fiscalizado denúncias contra casas noturnas e outros espaços de festas que têm promovido aglomerações na pandemia.

Neste sábado (13), fiscais da força-tarefa fecharam uma casa noturna com mais de 500 pessoas na região do Campo Limpo, na zona sul da cidade de São Paulo. O espaço foi lacrado, e os envolvidos levados ao DPPC.