Humala reforma gabinete para segundo ano de governo

O presidente peruano, Ollanta Humala, designou Juan Jiménez Mayor como novo primeiro-ministro do país, ao reformular seu gabinete poucos dias antes do início de seu segundo ano de governo.

Jiménez, 48 anos, advogado especialista em direito constitucional, ocupava a pasta da Justiça no gabinete anterior e agora liderará a nova equipe como presidente do Conselho de Ministros.

Em cerimônia no Palácio do Governo, em Lima, Humala empossou Jiménez Mayor e outros cinco novos ministros, além de confirmar outros treze membros do gabinete.

O novo ministro da Defesa é Pedro Cateriano Bellido, a pasta da Justiça foi para Eda Rivas, a Agricultura está com Milton Von Hesseltura, o Interior coube a Wilfredo Pedraza Sierra e Midori de Habich ficará encarregado da Saúde.

A reformulação do gabinete foi parcial e Humala confirmou Rafael Roncagliolo no ministério das Relações Exteriores, Miguel Castilla na Economia, José Villena Petrosino no Trabalho, Gladys Triveño Chang na Produção, José Luis Silva no Comércio Exterior e Turismo, Jorge Merino nas Minas e Energia, Carlos Paredes Rodríguez nos Transportes e Comunicações, René Cornejo na Habitação e Construção, Ana Jara no ministério da Mulher e Populações Vulneráveis, Patricia Salas na Educação, Manuel Pulgar Vidal no Ambiente, Luis Alberto Peirano na Cultura e Carolina Trivelli no Desenvolvimento e Inclusão Social.

Este é o terceiro gabinete do presidente Humala, que tomou posse em 28 de julho de 2011 e conclui o mandato em 2016.

Nos últimos dias, analistas e pessoas ligadas ao governo especulavam sobre uma possível reformulação do gabinete de Humala para dar mais oxigênio à equipe ministerial, principalmente com um novo primeiro-ministro, pois o premier anterior, Oscar Valdés, era questionado por sua gestão dos conflitos sociais no país.

Os protestos sociais, especialmente os conflitos envolvendo mineiros no Peru, têm sido uma pedra no sapato para o governo de Humala, com manifestações que deixaram 17 mortos em um ano.

Para controlar os protestos, o governo Humala já decretou o estado de exceção em três ocasiões, em distintas cidades do país.

A popularidade de Humala sofreu com os protestos e sua desaprovação atingiu 51% neste mês de julho, o pior nível desde que chegou ao governo, segundo o Instituto Ipsos Apoyo.

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