Fronteira entre Israel e Gaza registra enfrentamentos no Dia da Terra

Nir Am (Shaar HaNeguev), 30 mar (EFE).- As forças de segurança de Israel estão tentando dispersar com material antidistúrbio nesta sexta-feira centenas de palestinos que se aproximaram da cerca de separação entre a Faixa de Gaza e Israel no dia em que o Hamas e as outras facções palestinas convocaram marchas de protesto.

No lado israelense é possível ouvir disparos e há muita fumaça, enquanto em Gaza há várias ambulâncias e centenas de palestinos que se aproximam da fronteira.

Os organizadores assinalaram que as tendas de campanha que estão sendo montadas como parte dos preparativos para as manifestações e acampamentos que começam hoje para marcar o Dia da Terra, e que continuarão na chamada "Marcha do Retorno" até 15 de maio, manteriam uma distância de aproximadamente 700 metros da fronteira, mas hoje é possível ver que os manifestantes estão a cerca de 200 metros da cerca.

O exército israelense comunicou que "centenas de palestinos estão se manifestando violentamente em seis lugares diferentes da Faixa de Gaza, lançando pneus incendiados e atirando pedras contra a cerca de segurança", enquanto efetivos do exército "respondem com material antidistúrbio e disparos contra os principais instigadores".

Nas localidades israelenses adjacentes foram posicionadas forças militares para garantir a segurança caso a marcha derive em tentativas de infiltração.

O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, declarou hoje que "o governo israelense esteve preparando o terreno para atacar civis palestinos desarmados que se manifestam no Dia da Terra".

Hoje, um palestino morreu e outro ficou ferido no sul de Gaza depois que um tanque israelense efetuou disparos quando eles se aproximavam da cerca na fronteira com Israel, informaram o exército israelense e fontes do serviço de saúde palestino.

No dia de hoje começaram os protestos da "Marcha do Retorno" promovidos por todas as facções palestinas que estão convocando a população a acampar e marchar para as fronteiras com Israel e reivindicar seu direito ao retorno. EFE