Gabriel Medina fala sobre a busca do tricampeonato mundial de surfe

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Gabriel Medina é um homem com uma missão. Aos 27 anos, ele só tem olhos para o tricampeonato mundial, conquista que o colocaria acima de nomes como Tom Carroll e John John Florence e ao lado de Tom Curren, Andy Irons e Mick Fanning, ídolos do esporte que também foram campeões em três oportunidades.

De telefone diretamente de Trestles, praia na Califórnia que receberá o evento decisivo da temporada de 9 a 17 deste mês, o surfista paulista fica em cima do muro ao apontar quem seria o adversário mais difícil na decisão e diz que já aceitou o novo formato criado pela WSL para decidir o campeão, apesar de não achá-lo justo.

Você chega para decidir o título com mais de 10 mil pontos de vantagem para o segundo colocado, seria campeão com antecedência no formato antigo. Essa mudança ainda te incomoda ou já é algo superado?

É difícil. Não é justo. mas se eu ficar pensando... Prefiro treinar, trabalhar, chegar e performar. Garantir o título mundial. Na minha cabeça, aceitei, bola pra frente.

Você vai ficar esperando pelo seu adversário na decisão. É uma vantagem boa entrar descansado ou pode ter um lado negativo pelo rival já estar um pouco mais embalado?

Estou preparado. Não parei para pensei nisso. De fato, tem os dois lados...

O que o novo formato, com a decisão do título em um dia, muda na sua preparação? Acha que será um evento com mais pressão em todos os competidores?

Vai ter mais ansiedade. Para a pressão, já estou mentalmente preparado. Já passei várias vezes por isso. É normal. E é bom saber que vai ter altas ondas, a previsão está muito boa, especialmente dos dias 12 a 15.

Quem dos quatro outros finalistas você considera mais perigoso em Trestles?

Qualquer um dos brasileiros. O Italo (Ferreira) surfa muito bem, é o cara mais preparado em questão de situações de baterias, de se adaptar. O Filipe (Toledo) conhece muito bem a onda, mora aqui, já ganhou etapa. Acho que é 50/50.

Qual sua relação com Trestles? Gosta da onda? Sua única vitória no local foi em um WQS, em 2012.

A minha relaçao é ótima, mas tem que coisas q acontecem às vezes... Depois daquela vitória não me deixaram mais passar do Round 3, né? (risos). (Nota: Gabriel reclama especialmente da etapa de 2016, quando perdeu para o americano Tanner Gudauskas em um resultado apertado na terceira fase). Mas é um estilo de onda que eu gosto de surfar, de alta performance.

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