Gabriel Monteiro: após morte de ex-assessor, membro do Conselho de Ética pede reforço na segurança

Um dos membros do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio, que investiga Gabriel Monteiro, pediu um carro blindado para aumentar sua segurança. O pedido foi feito à presidência da Casa após a morte de Vinicius Hayden, ex-assessor de Monteiro, no último sábado. A solicitação também ocorre em meio as denúncias das testemunhas do caso que relatam sofrer ameaças nas redes por seguidores do vereador ou de perfis fakes.

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Nesta terça-feira, em entrevista coletiva, os membros do Comitê de Ética afirmaram que Carlo Caiado (Sem partido), presidente da Câmara, ofereceu reforçar a segurança daqueles que solicitarem. Procurada, a presidência afirmou que "já se colocou à disposição para apoiar os parlamentares que entenderem necessitar de proteção, sendo necessário, no entanto, o envio de pedido oficial para a Mesa Diretora por parte do vereador."

Nesta terça-feira, antes da reunião começar, o vereador Chico Alencar (PSOL), relator da representação contra o vereador Gabriel Monteiro (PL) na Câmara do Rio, disse que a morte de Vinícius Hayden trouxe temor para as outras testemunhas. No depoimento dado por Vinícius na última quarta-feira (27) foi apresentada uma série de ameaças feitas a ele nas redes sociais, com frases como "vai morrer" e "a ira divina vai cair sobre você".

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— Todas as testemunhas relatam ser supostos fãs do Gabriel Monteiro ou perfis fakes. A morte não atrapalha as investigações pois todo o processo é gravado em áudio e vídeo — afirmou Isquierdo:

— É preciso investigar de maneira plena. Apurar o que aconteceu desde que o Vinicius depôs até sua morte - completou o relator Chico Alencar.

Vinícius morreu no último dia 28 em um acidente de carro na RJ-130, estrada que liga Teresópolis a Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. De acordo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 110ª DP (Teresópolis). Agentes fizeram uma perícia no local e as primeiras informações indicavam que o motorista perdeu a direção do veículo ao entrar em uma curva da rodovia. Durante a perícia, agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli recolheram objetos, entre eles uma faca dentro do forro de uma das portas, e papéis que estavam no automóvel. Também foram retiradas peças do veículo para análise.

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