Gabriel Monteiro: Conselho de Ética prevê apresentação de relatório em 2 de agosto; mandato pode ser cassado

O Conselho de Ética da Câmara Municipal dos Vereadores do Rio prevê a apresentação do relatório sobre o processo que analisa a conduta do vereador Gabriel Monteiro (PL) para 2 de agosto. O parlamentar responde por quatro acusações no conselho, uma delas é de um vídeo divulgado em redes sociais em que o parlamentar aparece mantendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos. O processo, que reúne mais de 1 mil páginas de depoimentos das oitivas, pode culminar na cassação de Monteiro.

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— Pretendo apresentá-lo no dia 2 de agosto, uma terça-feira. E aí a defesa tem cinco dias úteis para as alegações finais e, a partir de então, o conselho decide. Se houver um pedido de cassação de mandato, tranca a pauta do plenário da Câmara e vai imediatamente para ser apreciado pelo conjunto de vereadores. Portanto, caminhando com muita substantividade, com muita dedicação para a coisa ser bem feita. O Brasil precisa de ética na política mais do que nunca — prevê o relator do processo no Conselho de Ética, Chico Alencar (PSOL).

Mesmo se for cassado, Gabriel Monteiro pode ser eleito deputado federal e exercer o mandato. Entenda o caso.

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Monteiro responde a quatro acusações no Conselho de Ética da Câmara. Uma delas envolve um vídeo divulgado em redes sociais no qual aparece mantendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos. Ele alega que desconhecia que a menina tivesse menos de 18 anos. No último dia 23, em depoimento, o parlamentar afirmou que filmava as relações sexuais para evitar que fosse acusado de estupro e ter provas de que eram consensuais. A versão é contestada por ex-assessores que afirmam que o parlamentar sabia que várias mulheres com quem se relacionava eram adolescentes.

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Outra acusação é sobre um vídeo publicado nas redes sociais de Gabriel Monteiro em que um assessor do parlamentar agride um morador de rua na Lapa, Centro do Rio, depois do homem participar de uma simulação de furto para a produção. Monteiro argumentou que queria apenas fazer um ‘’experimento social’’. Ele afirmou a jornalistas, no último dia 21, que ofereceu dinheiro ao homem para que o crime fosse praticado.

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Em outros dois vídeos, Monteiro contracena com crianças e foi acusado de manipular as imagens. O vereador alegou que apenas queria ajudá-las.

O vereador ainda virou réu no processo que ele é investigado por pelos crimes de importunação e assédio sexual que teria sido cometido contra uma ex-assessora, de 26 anos. A denúncia foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio e corre sob segredo judicial. A investigação do caso foi aberta pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Oeste, quando Luiza Caroline Bezerra Batista afirmou que era acariciada pelo parlamentar sem consentimento.

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