"Gabriel Monteiro falava que não gostava de maiores de 18 anos", diz testemunha

Gabriel Monteiro teve cassação do mandato votada pelo Conselho da Câmara - Foto: Reprodução
Gabriel Monteiro teve cassação do mandato votada pelo Conselho da Câmara - Foto: Reprodução
  • Conselho da Câmara dos Vereadores votou pedido de cassação do mandato de Gabriel Monteiro

  • Decisão final sobre o assunto deve ser votada em plenário nesta quinta-feira (18)

  • Vereador dizia não gostar de se relacionar com mulheres com mais de 18 anos

Uma testemunha relatou ao Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores que Gabriel Monteiro dizia abertamente não gostar de se relacionar com mulheres maiores de idade.

O programa Fantástico, da TV Globo, teve acesso aos depoimentos que resultaram na aprovação por unanimidade do pedido de cassação do mandato do vereador do PL.

"Ele falava diretamente que não gostava de maiores de 18 anos", disse uma testemunha ao Conselho. Uma decisão final sobre o mandato do vereador será votada em plenário nesta quinta-feira (18).

Funcionários e ex-funcionários do gabinete de Monteiro o acusam de assédio moral e sexual. Entre as provas, estão gravações e um vídeo do político mantendo relações sexuais com uma adolescente.

Uma mulher registrou boletim de ocorrência contra o vereador por estupro. Ela afirma que foi agredida com socos no rosto e na costela durante ato sexual com o político em 14 de maio de 2017. Além disso, ele teria filmado a relação sem o consentimento dela, se negado a colocar camisinha e apontado uma arma para a cabeça da vítima.

Na ocasião, a mulher procurou um hospital no dia seguinte ao encontro com Monteiro. Ela passou por exames e seu prontuário aponta que a hipótese diagnosticada foi de "violência sexual".

Candidato a deputado federal

Mesmo com o mandato possivelmente prestes a ser cassado, o vereador concorrerá a uma vaga como deputado federal nas eleições de outubro.

A defesa do político enviou nota ao Fantástico, dizendo que respeita a decisão do Conselho, mas que as denúncias não são "contundentes" e o relatório sequer considera as provas produzidas pela defesa.