Gabriel Sater defende Bruno Luperi de ataques após saída de "Pantanal"

Gabriel Sater é o Trindade de
Gabriel Sater é o Trindade de "Pantanal" (Foto: Globo/Fábio Rocha)

Os fãs de "Pantanal" ainda não engoliram a baixa de Trindade (Gabriel Sater) na trama das 21h. Nas redes sociais, o autor Bruno Luperi tem sido duramente criticado pela saída precoce do personagem. O público contava com uma trajetória diferente para o peão que conquistou o Brasil na nova versão da novela. O neto de Benedito Ruy Barbosa, no entanto, repetiu o desfecho escrito por seu avô em 1990.

Em entrevista ao Yahoo, Gabriel Sater afirma que gostaria de ter continuado em "Pantanal", revela que chegou a ouvir conversas sobre isso nos bastidores, mas defende o autor dos ataques e explica que não é tão simples mudar o texto de um folhetim tão respeitado.

"Fiquei triste. Já sabia que a novela estava escrita e tinha esperança que o final pudesse ser mudado. Ouvi várias conversas a respeito disso nos bastidores. Mas acho que não dava mais tempo. Por várias questões mesmo. A novela foi feita em um lugar muito difícil de ser gravado. A nossa frente não teve como ser muito grande por várias condições. É uma obra que foi escrita lá atrás e para o Bruno era um desafio muito grande. Não posso pensar só no meu umbigo e esquecer da obra num todo", diz o ator.

Amigo de Bruno Luperi (o autor até o prestigiou em um show em São Paulo), Gabriel diz que o personagem foi um presente para a sua carreira e celebra a aceitação do público. "Fico lisonjeado com tanto carinho que as pessoas têm pelo Trindade. Enquanto ator, o personagem foi muito bacana. Consegui fazer uma construção diferente do meu pai (Almir Sater). Ele me inspirou muito, é claro, assisti a versão original, mas consegui fazer um personagem diferente e Luperi ajudou colocando elementos ali", defende.

Autor rebate críticas

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, Bruno Luperi também comentou a repercussão da saída de Gabriel Sater da novela. "O público tem que aceitar. As mudanças que foram feitas são da ordem de produção. Por exemplo, não conseguimos gravar tudo no Pantanal por conta da pandemia, de problemas de elenco, de acidentes internos... A gente tem que adaptar isso. Não é uma mudança de rumo. O rumo é este, a novela está estabelecida. É obra fechada, sim. Fiquei à disposição da direção e ainda estou, para alterar o que for preciso para a história acontecer", afirmou.

Sobre a movimentação dos fãs, Luperi foca no lado positivo e exalta o trabalho do ator que está por trás do personagem. "Isso é mérito do Gabriel Sater, do carisma que ele tem, o público ficou doido por ele. E a Camila (Morgado) é sensacional. É um casal que deu química, difícil de desfazer. Mas a vida é assim, casais são desfeitos. Vamos ver até o final. Considero que as decisões que podiam ser tomadas foram tomadas. É muito mais confortável olhar de fora e apontar", disparou.