Gabriel Sater, o Trindade de Pantanal’, atende fãs e antecipa lançamento do tema de Juma e Jove: ‘Alanis e Jesuita adoraram’

“Sim, todo amor é sagrado”, e o de Juma (Alanis Guillen) e Jove (Jesuíta Barbosa) tem encantado o Brasil no horário nobre da Globo. Quando tocam os primeiros acordes do piano do maestro João Carlos Martins em “Amor de índio”, vêm na sequência o violão e a voz aveludada de Gabriel Sater anunciando cenas do romance da ingênua pantaneira com o fotógrafo urbano. A comoção do público é tamanha, que o lançamento do single foi antecipado: está disponível a partir de hoje nas plataformas digitais.

— Acabei de lançar a música “Amor marruá”, e a intenção era deixar “Amor de índio” para depois, porque os títulos são parecidos, coincidentemente. Mas me cobraram tanto nas redes sociais “a música de Jove e Juma”, que passamos com ela à frente — explica Gabriel, que além de músico é ator e intérprete do Trindade de “Pantanal”, animado com a ótima repercussão junto a seus mais de 185 mil seguidores no Instagram.

A escolha da canção para ser tema do casal protagonista da novela das nove foi uma surpresa para o músico.

— Quando recebi a notícia, comecei a chorar de emoção. É um sonho na minha vida, um negócio que nunca me aconteceu. Gravei essa música com um ídolo meu, sem nenhum interesse... O maestro também ficou muito feliz — lembra Gabriel, que completa: — E Alanis e Jesuita adoraram. Sou fã dos artistas e pessoas que eles são.

Leia também:

Gabriel conta que mostrou faixas de “Erva-doce”, seu novo álbum, para a direção da obra, sem segundas intenções:

— Era só para conhecimento deles mesmo. Como eu já iria tocar em cena, nunca que os incomodaria (pedindo para incluir uma música na trilha). Sei que todo artista manda com essa esperança. Eu mesmo já fiz isso em outras ocasiões.

Composição de Ronaldo Bastos e Beto Guedes, “Amor de índio” foi lançada originalmente em 1978 na voz do mineiro, no LP que levava o nome da canção, hoje considerada um clássico da MPB.

— Recentemente, recebi uma mensagem da esposa do Beto dizendo que ele amou a versão, Ronaldo também — orgulha-se Gabriel, fã do Clube da Esquina: — A obra deles começou a me tocar fundo muito antes de eu ser músico por hobby ou profissionalmente. Com 15 anos, eu arranhava o violão e tirava algumas músicas dessa escola musical. Quando comecei minha carreira, em 2000, entendi ainda mais o valor do Clube no contexto brasileiro e no mundial.

Veja ainda:

A nova versão de “Amor de índio” também ganhou um videoclipe, que será lançado em 25 de junho, dia do aniversário de João Carlos Martins, no canal do YouTube de Gabriel Sater. Um gravou sua parte no Pantanal, enquanto o outro fez os registros em São Paulo.

— Mas durante todo o processo mantivemos em mente o Pantanal e sua energia luminosa. Essa música tem alma pantaneira — acredita Gabriel.

O primeiro encontro musical do cantor e violonista de 40 anos com o pianista de 81 aconteceu numa liveshow com a Bachiana Filarmônica Sesi-SP, em julho do ano passado.

— Estudei por meses, como se eu fosse fazer o show da minha vida. E embarguei a voz várias vezes enquanto cantava e olhava pra ele, acompanhado daquela orquestra colossal — lembra Gabriel: — Depois, fiquei muito amigo do filho do maestro, e sugeri gravarmos um show inteiro juntos. Mas eu já ia começar em “Pantanal” no mês seguinte. Então, só deu tempo de fazer um single. Esse projeto audiovisual tem tudo para se concretizar logo depois da novela — adianta.

Nos próximos capítulos, outra canção de Gabriel, desta vez autoral, promete seduzir o público: “Noite de tempestade” vai embalar a paixão de Trindade e Irma (Camila Morgado).

— É uma parceria minha com o Sá (Luiz Carlos Sá, da dupla com Guarabyra). Trindade vai enfeitiçando Irma com ela... — entrega o paulistano, que quando interpretou o personagem Viramundo, em “Meu pedacinho de chão” (2014), também compôs uma música inspirado em outra ruiva, seu então par romântico na novela das seis: “Cabelos de fogo” era tema de Milita (Cíntia Dicker).