Gal Costa: relembre os maiores sucessos da cantora, morta aos 77 anos

Gal Costa em apresentação no festival
Gal Costa em apresentação no festival "B-estival", em Barcelona, na Espanha, em 11 de julho de 2006. (Foto: REUTERS/Gustau Nacarino)

Dona de inúmeras sucessos, a cantora Gal Costa morreu, nesta quarta-feira, aos 77 anos. Ela se recuperava de uma cirurgia realizada em setembro. A causa da morte da artista ainda não foi revelada pela assessoria de imprensa.

Ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, a baiana foi uma das pioneiras da Música Popular Brasileira (MPB).

Rebatizada de Gal Costa, ela não demoraria a confirmar a profecia de João: do começo na bossa, Gal adentrou o Tropicalismo ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil, seguiu pelos caminhos da MPB e do pop, e se estabeleceu como uma das maiores vozes femininas em um país de enormes vozes femininas.

Relembre algumas das maiores canções de Gal

Entre as músicas mais emblemáticas dos 50 anos de carreira da cantora estão:

  • Baby;

  • Um Dia de Domingo;

  • Chuva de Prata;

  • Meu Nome é Gal;

  • Vapor Barato;

  • Festa do Interior;

  • Cuidando de Longe;

  • Sonho Meu;

  • Não Identificado;

  • Divino, maravilhoso

Em 2011, ela venceu o Grammy Latino à Excelência Musical na categoria "conjunto da obra"".

Ao todo, Gal produziu 31 álbuns de estúdio desde 1967, quando estreou na cena musical com o disco "Domingo", ao lado de Caetano Veloso.

Ela também gravou nove DVDs, o último deles em 2018, com Gilberto Gil e Nando Reis.

Quem foi Gal Costa?

Nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos em Salvador, na Bahia, em 1945, Gal Costa sempre foi incentivada pela mãe a seguir carreira na música. Já o pai, morto em sua adolescência, foi uma figura ausente.

Gal Costa no Jazzfestival em Montreux, Canadá, em 1980 (Foto de Donald Stampfli/RDB/ullstein bild via Getty Images)
Gal Costa no Jazzfestival em Montreux, Canadá, em 1980 (Foto de Donald Stampfli/RDB/ullstein bild via Getty Images)

No começo da vida adulta, ela trabalhou como balconista de uma loja de discos na capital baiana, a Roni Discos, uma das principais da cidade. No início dos anos 1960, foi apresentada a Caetano Veloso, encontro a partir do qual foi criado um vínculo pessoal a artístico que perduraria até sua morte.

Gal foi uma revolução das vozes e dos costumes na música brasileira desde seu surgimento na cena nacional, nessa mesma década

Aproximou-se ainda adolescente aos também baianos Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil, com quem integraria o grupo conhecido como Doces Bárbaros, responsável mais tarde por um disco definidor da década de 1970.

Gal Costa se apresentando na Suíça, em 1996 (Foto de Lionel FLUSIN/Gamma-Rapho via Getty Images)
Gal Costa se apresentando na Suíça, em 1996 (Foto de Lionel FLUSIN/Gamma-Rapho via Getty Images)

Tinha ainda pouco mais de 20 anos quando participou do álbum "Tropicália ou Panis et Circencis", pedra fundamental do movimento tropicalista. Logo depois, em 1971, fez um dos espetáculos de maior repercussão da história da MPB, "Fa-Tal", que viraria também um álbum cultuado.

Em 1977, o LP "Caras e bocas", que incluiu a canção "Tigresa", do cantor Caetano Veloso, marcou sua carreira pelas excelentes críticas. Em 1980, ganhou seu terceiro Disco de Ouro, com o LP "Aquarela do Brasil", no qual gravou somente músicas de Ary Barroso.

A partir da segunda metade dos anos 1990, Gal Costa passou a reler suas antigas gravações.

da agência O Globo