Galiotte descarta grandes reforços e crava volta de Dudu, se clube do Qatar não contratá-lo

Alexandre Praetzel
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Galiotte termina sua gestão em dezembro de 2021. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Galiotte termina sua gestão em dezembro de 2021. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Maurício Galiotte fez revelações importantes sobre o momento atual do Palmeiras, em meio à pandemia. O clube deixou de arrecadar valores importantes com as mensalidades do sócio-avanti e as bilheterias do Allianz Parque. 

O presidente do Palmeiras admitiu as dificuldades financeiras, falou sobre Abel Ferreira e expôs a ideia de gestão para o futebol, em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, com a presença do blog. Confiram. 

O Sr. prioriza o lado esportivo ao financeiro no último ano de gestão?

A gente tem como ideia manter o trabalho desde o início da gestão. Equilíbrio administrativo, financeiro e esportivo, tentando buscar os títulos e estar sempre entre os melhores. Nós vamos fazer sempre o melhor possível para que o Palmeiras esteja forte, com elenco competitivo e qualificado, mas com muita responsabilidade. 

O atacante argentino Valentim Castellanos está contratado?

Definimos na nossa reunião de planejamento que a gente tem ajustes para fazer no elenco. Chegamos a conversar com o empresário do atleta, mas prefiro não citar nomes e detalhes porque ainda não temos nada definido. O elenco já é muito forte e qualificado e vamos em busca de reforços pontuais em algumas posições específicas. 

O Palmeiras vai contratar grandes nomes?

Não faremos contratações estratosféricas, absurdas. Vamos trabalhar sempre de acordo com nossas possibilidades e condições financeiras, alinhadas com a estratégia do clube para que tenhamos um Palmeiras sempre forte hoje, no próximo ano e na próxima década. 

Como está a situação do Dudu, emprestado ao Al Duhail?

Conversei com ele ontem e a situação é a seguinte. Ele está voltando ao Catar e nós temos até o próximo dia 15 de maio para o clube pagar seis milhões de euros e adquirir o jogador. Se isso não ocorrer, Dudu volta a ser jogador do Palmeiras, em junho. 

Como o Sr. vê as críticas e reclamações do Abel Ferreira sobre o calendário brasileiro?

Ele nos pediu para não responder mais sobre calendário. Ele falou que participa mais de coletivas do que dos treinos. É um momento de adaptação. Ele chegou ao Brasil faz pouco tempo, numa cultura completamente diferente, os clubes são diferentes. Abel está muito identificado com o nosso clube, da mesma maneira que a gente, muito identificados com o trabalho dele e de toda a comissão técnica. Conversei muito com o Abel e não tem nenhum problema entre ele e o Palmeiras. Pelo contrário, existe um trabalho de sucesso. 

A relação do Palmeiras com a CBF está estremecida, após a reunião vazada sobre o calendário?

Primeiro, eu queria lamentar o vazamento daquela reunião interna entre dirigentes, presidentes e CBF. Ali, me posicionei para a gente refletir mais profundamente sobre as partidas em meio à pandemia. Nós respeitamos muito a gestão do presidente Rogério Caboclo, não temos nenhum problema de relacionamento com a CBF. Muito pelo contrário. 

Como estão as finanças do clube com a pandemia?

Tivemos uma redução de receitas com a pandemia em 2020 e deixamos de receber um valor importante do sócio-torcedor Avanti e agradecemos o torcedor que pode continuar contribuindo e entende aqueles que têm dificuldades. Nós deixamos de ter a bilheteria do Allianz Parque, extremamente importante para o clube. Ainda tivemos redução no clube-social também. Deixamos de receber algo em torno de R$ 180 milhões, o que corresponde ao redor de 30% do nosso orçamento.