'Gangue do mata-leão' faz 10 vítimas em uma só noite em SP

'Gangue do mata-leão', como está se tornando conhecida a quadrilha que atua na região do Brás, em São Paulo, chegou a fazer 10 vítimas em uma única noite. (Foto: Getty Images)
'Gangue do mata-leão', como está se tornando conhecida a quadrilha que atua na região do Brás, em São Paulo, chegou a fazer 10 vítimas em uma única noite. (Foto: Getty Images)

A região do entorno da estação Brás da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem sido a região escolhida para atuação da chamada ‘gangue do mata-leão’, uma quadrilha formada por homens e mulheres que assalta e agride pedestres no no centro de São Paulo.

Em uma noite só, os criminosos já chegaram a fazer 10 vítimas no local, em um flagrante registrado pela TV Globo. Além de roubarem todos os pertences das vítimas, os criminosos as imobilizam pelo pescoço, numa espécie de "mata-leão" e, depois, batem nelas.

Os flagrantes foram exibidos nesta terça-feira (26) pelo Bom Dia São Paulo, da TV Globo, e registrados ao longo da última semana e mostram como a quadrilha agia durante a noite e a madrugada.

Ao menos 18 assaltos violentos foram flagrados em seis dias, sem falar nos roubos que não foram registrados pelas câmeras.

A produção da emissora, chegou a presenciar pelo menos dez crimes por noite no mesmo local.

As imagens mostram o clima de terror que vivem os trabalhadores da região.

Entre as vítimas da gangue estava um rapaz que retornava por volta meia noite do seu primeiro dia no emprego novo na região.

Após a agressão sofrida durante o roubo, ele afirma que tem dificuldades de fazer coisas básicas como comer, tomar banho e enxergar.

O homem em questão é o mesmo que aparece no vídeo da emissora, onde é possível ver que uma mulher da gangue sinaliza para os comparsas, indicando que ele será a vítima.

Em questão de segundos a quadrilha entra em ação. Os ladrões, então, seguem o rapaz. Ele é enforcado e jogado no chão.

“Aí eles começaram a me chutar, me chutar, me chutar. E pegaram meu celular, pegaram minha carteira, pegaram tudo. Eu comecei a chutar a perna deles enquanto estava no chão e aí eles começaram a me bater mais. Na hora que foram puxar a bolsa, eu segurei e puxei, e não queria deixar de jeito nenhum. E eles me chutaram mais. Rasgou a alça da bolsa e eles levaram. Ainda falaram pra mim: 'não vem atrás'”, contou a vítima.

Ainda machucado o rapaz andou até uma base da polícia para pedir ajuda, no entanto, passou cerca de duas horas na calçada aguardando ambulância.

O homem informou ainda que os policiais disseram que não podiam sair da base e ainda perguntaram se ele estava bêbado.

Em outro momento as imagens mostram um grupo de homens parecem só conversar. Segundo a polícia, todos fazem parte de uma mesma quadrilha.

As novas vítimas são um casal que é surpreendido pela quadrilha. Enquanto um deles dá socos e chutes na cabeça do rapaz, outros três pegam celular e carteira. Em seguida, o trio foge.

As vítimas relatam que diante de tanta brutalidade, o maior prejuízo não é financeiro.

“Estou sem dignidade. Roubaram todos os meus documentos, roubaram meus celulares, roubaram minha bolsa, roubaram minha dignidade. Roubaram tudo”, disse.

As agressões e roubos acontecem no período da noite e madrugada, pois durante o dia as banquinhas de comida, que durante o dia ficam cheias de gente, servem de esconderijos para a gangue à noite.

Apesar dos flagrantes, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) diz que o policiamento e as ações de investigação na região do Largo da Concórdia foram intensificados para identificar e prender assaltantes na região.

Ainda de acordo com a Polícia Militar afirmou não há registros de roubos como os mostrados na reportagem no período entre 17 e 24 de julho, mas, para evitar práticas delituosas nessa região, são realizadas ações policiais todos os dias, inclusive com efetivo da diária especial por jornada extraordinária de trabalho.

Tanto a SSP quanto a PM destacam que é essencial registrar os casos de roubo, furto ou violência na delegacia.

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