Ganhador da Mega-Sena assassinado ficou ao menos 20 horas sob poder dos bandidos

Ganhador da Mega-Sena foi morto no interior de São Paulo - Foto: Reprodução
Ganhador da Mega-Sena foi morto no interior de São Paulo - Foto: Reprodução
  • Ganhador da Mega-Sena ficou 20 horas com bandidos antes de ser assassinado

  • Jonas Lucas foi encontrado às margens de uma rodovia em Hortolândia-SP

  • Vítima havia ganhado mais de R$ 45 milhões na Mega-Sena em 2020

A Polícia Civil de São Paulo constatou que Jonas Lucas Alves Dias, ganhador da Mega-Sena assassinado em Hortolândia, no interior do estado, ficou ao menos 20 horas sob poder dos criminosos que o assassinaram.

A informação foi divulgada pela delegada responsável pelo caso, Juliana Ricci, durante coletiva de imprensa na tarde da última quinta-feira (15).

Na etapa mais recente da investigação, a polícia ouviu dois ex-sócios de Jonas, com quem a vítima abriu uma empresa após ganhar mais de R$ 45 milhões na Mega-Sena.

Ainda de acordo com a corporação, o rapaz deixou a empresa no início deste ano.

“Quando ele ganhou na Mega-Sena, eles teriam constituído essa empresa. Ele e mais dois amigos. Mas desde o início do ano, mais especificamente março, ele já não estaria mais trabalhando na empresa. Ele não tinha filhos, não tinha esposa. É uma pessoa que o núcleo familiar dele é feito por amigos. Por isso ouvimos os sócios, para que trouxessem quais eram as relações da vítima”, relatou a delegada.

Entenda o caso

Jonas foi encontrado morto com sinais de espancamento às margens de uma rodovia em Hortolândia na última quarta-feira (14), dois anos depois de ganhar R$ 47,1 milhões na Mega-Sena.

O homem havia saído para uma caminhada e foi localizado no dia seguinte. Ele chegou a ser encaminhado a um hospital, mas não resistiu. A causa da morte foi traumatismo cranioencefálico.

A polícia concluiu que o assassinato foi causado porque os criminosos sabiam que Jonas havia ganhado milhões na Mega-Sena. Eles, inclusive, tentaram sacar mais de R$ 3 milhões da conta da vítima, conseguindo, "apenas", R$ 20 mil.

O caso foi registrado como extorsão seguida de morte continua sendo investigado.