Autoridades identificam 5 dos 6 mortos após queda de ponte em Miami

Miami, 17 mar (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos identificaram neste sábado cinco das seis pessoas que morreram na queda de uma ponte para pedestres sobre a Rua Oito de Miami, das quais três tiveram seus corpos resgatados hoje dentre os escombros da estrutura, informou a polícia.

Segundo afirmou em entrevista coletiva o chefe de polícia de Miami-Dade, Juan Pérez, os corpos recuperados esta manhã estavam dentro de dois veículos que foram tirados dos destroços da estrutura de concreto de 950 toneladas de peso.

As vítimas cujos corpos foram recuperados esta manhã são Rolando Fraga Hernández, Oswaldo González e Alberto Arias, declarou posteriormente em comunicado a polícia de Miami-Dade.

A polícia confirmou ainda que Navarro Brown, que morreu no hospital Kendall Regional Medical Center, e a estudante Alexa Durán figuram também entre os mortos, faltando identificar apenas uma sexta vítima.

No entanto, na entrevista coletiva de hoje, o vice-prefeito da cidade de Miami-Dade, Maurice Kemp, afirmou que não se descarta que haja mais vítimas mortais, uma vez que ainda há seis veículos sob os destroços.

Da entrevista coletiva também participou o presidente da Universidade Internacional da Flórida (FIU), Mark Rosenberg, que declarou que a instituição "coopera totalmente" com as investigações.

Rosenberg não se pronunciou sobre os relatos de rangidos escutados dias antes do incidente e discutidos em reunião na quinta-feira entre os responsáveis pela obra.

Nesta madrugada, o centro universitário emitiu um comunicado no qual revelou que no dia do incidente os engenheiros da empresa de arquitetura e da companhia construtora tiveram uma reunião com funcionários de FIU e da agência estadual de transporte na qual se discutiu um rangido ouvido na ponte.

O Departamento de Transporte da Flórida (FDOT, em inglês), informou ontem que um engenheiro da empresa FIGG e responsável pelo projeto deixou na terça-feira uma mensagem voz no telefone fixo de um funcionário da agência estadual, que estava em uma comissão e não a ouviu até um dia depois do incidente.

Na mensagem, o engenheiro W. Denney Pate informou ao funcionário da FDOT sobre um rangido no extremo norte da extensão de concreto de 53 metros, mas acrescentou que "de uma perspectiva de segurança" não achavam que houvesse "nenhum problema ali" e que, portanto, não estavam preocupados.

A ponte, cuja construção começou em 2017, foi criada para facilitar o acesso à FIU acima da transitada rua, que nesse trecho tem até oito faixas, e evitar assim mortes como a de uma jovem que morreu atropelada em agosto do ano passado. EFE