Ganso que dança zumba, mulher grávida de ET, velório para coveiro... Paulo Vieira conta histórias curiosas no ‘Fantástico’ e no GNT

Um ganso chamado Yuri que dança zumba junto com um grupo de idosos e foi diagnosticado com depressão por sua dona, em Altinho, Pernambuco. Da mesma cidade, uma mulher de 70 anos que nunca teve relações sexuais e foi apelidada de A Última Virgem do Brasil. Um homem que cataloga todas as abduções relatadas em Alto Paraíso de Goiás, e registrou uma senhora que voltou à Terra grávida de um alienígena. Se tem história curiosa, Paulo Vieira está lá.

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De 6 de fevereiro a 6 de abril, o apresentador e humorista viveu dois meses de agenda alucinada. Enquanto gravava o quadro “Big terapia”, para o “BBB 22”, às quartas-feiras, no Rio, de quinta a terça-feira ele se embrenhava pelos cantões do país em busca de grandes personagens para o “Avisa lá que eu vou”. O programa estreia na próxima terça-feira, às 22h45, no canal GNT; antes, neste domingo (1º), será apresentado em versão encurtada, como quadro do “Fantástico”. E assim seguirá pelas próximas semanas, em dez episódios.

— Teve perrengue todo dia. A começar pelo fato de, às vezes, precisar viajar de 12 a 15 horas seguidas para voltar ao Rio e gravar o quadro do “Big Brother”. Pegava carro e avião, fazia o “Big terapia”, e no fim do dia fazia todo o caminho de volta. Teve vez em que fiz cinco escalas — relembra ele, confessando: — Em alguns momentos, eu acreditei que não fosse conseguir me desdobrar. Mas deu certo, estou vivo (risos).

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Vivo e realizado. Se o sucesso na Globo traz a suposta ideia de glamour ao público, Paulo quis se reaproximar de suas raízes de garoto do interior, nascido em Trindade, Goiás, e criado em Palmas, no Tocantins, rodeado por gente simples e autêntica.

— Eu achei que estava um tempo grande em estúdio, vivendo essa vida de global. É muito bom, é claro que gosto, mas isso não é o que eu sou. O “Avisa lá que eu vou” foi uma maneira que eu encontrei de trabalhar me reconectando com o meu verdadeiro eu. Quando propus a Dani Ocampo (roteirista) criar algo, ela estava na mesma vibe, de querer se afastar do universo das celebridades. E me disse: “Vamos fazer um programa do qual a gente saia preenchido, e não esvaziado” — detalha Paulo, contando que a primeira ideia era fazer mais um talk show de estúdio: — Mas depois chegamos à conclusão de que não estávamos com saco pra entrevistar gente famosa. E decidimos unir a ideia do talk show à de uma atração de viagens para o interior do Brasil. Ir para cidades, mas com a intenção de apresentar o povo de lá. A gente viaja para pessoas, e não para lugares. Elas são os pontos turísticos.

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Teve visita a locais do Nordeste, do Centro-Oeste, do Norte e do Sudeste do Brasil. Houve cidades em que o apresentador chegou sem ter nada pré-produzido, nenhuma história garimpada.

— Eu já estava achando que o programa do dia seria sobre isso: tentar fazer um programa. Mas acabou que a gente encontrou personagens maravilhosos e o episódio aconteceu — conta ele, entregando que foi difícil aprovar a ideia da atração junto ao canal justamente por conta da imprevisibilidade do projeto: — A gente sugeriu: “Vamos com a equipe de TV pro lugar e vemos lá qual vai ser”. E o GNT: “Como é que é?” (risos). É um formato novo e também uma pressão. Cada episódio tem 50 minutos. Eu já chegava nas localidades assim: “Meu Deus do céu, tenho que tirar um programa inteiro daqui”. Que desafio interessante! Muito cansativo, mas muito feliz. Todo dia era uma aventura.

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O apresentador diz que esteve em lugares em que ninguém nunca tinha ouvido falar dele.

— E teve gente que só me conhecia por causa do “BBB” ou da propaganda do Globoplay. As pessoas demonstravam uma enorme gratidão, no sentido de “que bom que você está olhando para o interior”, “eu nunca imaginei que a televisão viesse aqui na minha cidade”. Coloquei na minha cabeça que eu ia viajar para fazer amigos, e não vítimas, com o meu humor. Meu humor é ácido! — sublinha Paulo, que ainda disputou corrida com um bode em Cabaceiras e organizou um velório festivo para um coveiro, em Taperoá, ambas cidades da Paraíba: — Ele já tinha tudo planejado para o dia de sua morte. Eu propus fazermos um ensaio geral. A gente convidou todos os cachaceiros da cidade e foi dançando forró com o caixão pelo cemitério. E o coveiro interferia nas homenagens, indicava como achava melhor... Uma loucura!

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Em Minas Gerais, ele encontrou um homem que conseguiu fazer a foto de um lobisomen, e ouviu relatos de gente que diz ter se deparado com essa figura mitológica. Também conversou com pessoas que afirmam terem sido curadas pelas estâncias hidrominerais do Circuito das Águas. E em Codó, no Maranhão, visitou a filha do Bita do Barão, um lendário feiticeiro na região.

— Dizem que era o oficial da família Sarney. Tem uma fofoca aí de que foi Bita quem colocou José Sarney na Presidência da República. A filha dele, Baronesa do Bita, mora no Palácio Iansã, é uma realeza — adianta.

Senta, que lá vêm as histórias!

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