Gap, marca de roupas popular entre jovens, demite presidente. Ações da empresa desabam

As ações da varejista Gap, marca americana de roupas popular entre jovens, caíam nesta terça-feira mais de 6,4% nas negociações de pré-mercado (antes da abertura das Bolsas em Nova York), após a empresa ter anunciado na noite de segunda-feira a demissão de sua CEO, Sonia Syngal.

A executiva, que falhou em manter o ritmo de vendas da marca Gap e de sua afiliada Old Navy na reabertura pós-pandemia, será substituída imediatamente por Bob Martin, atual presidente do Conselho de Administração da empresa, que ficará no cargo até a chegada do novo CEO.

Syngal ficou apenas dois anos e meio no cargo. Sua saída abrupta mostra a preocupação da empresa de que o aumento de custos e um excesso de descontos nos preços de venda das roupas da marca afete o resultado da companhia.

A executiva chegou ao cargo depois de outra mudança repentina no comando da Gap. Em 2020, ela assumiu o comando da varejista após o então CEO, Art Peck, ser afastado em meio a uma tentativa frustrada de cisão da marca Old Navy e de patinar nas vendas de roupas. Syngal na época comandava justamente a Old Navy, que é responsável por mais de metade das receitas do grupo.

Ela se tornou CEO em março de 2020, às vésperas dos lockdowns pela Covid. Ela rapidamente implementou um plano para lidar com as lojas fechadas, criando postos de coleta para delivery e acelerando o e-commerce da marca.

Mas se Syngal foi eficiente no auge da pandemia, a gestão da Gap derrapou na reabertura da economia. A empresa não se adaptou às rápidas mudanças de hábitos dos consumidores, que deixaram de lado o estilo mais confortável de roupas esportivas em busca de modelos mais apropriados para a reabertura dos escritórios.

A Banana Republic, marca do grupo, até conseguiu captar esse momentum, mas isso foi insuficiente para melhorar os números da empresa como um todo.

Na Old Navy, Syngal introduziu uma linha de tamanhos plus size que foi mal gerenciada, fazendo a marca aumentar seus estoques desnecessariamente. Algumas lojas tinham excesso de roupas em determinado tamanho, e escassez em alguns números.

A empresa fez ainda um acordo para vender roupas com a marca Yeezy, de Kanye West, que foi divulgado com pompa e circunstância, mas gerou poucos resultados práticos.

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