Gardenal e Shock: ressaca 'acorda' ondas poucos comuns no Rio de Janeiro

Renato de Alexandrino
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A frente fria que proporcionou um refresco no calor que fazia no Rio de Janeiro também trouxe uma ressaca à costa fluminense, com ondas que chegaram a três metros. O fim de semana de chuva e mar agitado fez a alegria de muitos surfistas profissionais, que aproveitaram as condições pouco comuns no verão para treinarem em ondas que muitas vezes passam meses "adormecidas" e são pouco conhecidas pelas pessoas.

Na Barra da Tijuca, alguns bodyboarders destemidos se enfiaram mais de dois quilômetros mar adentro para encarar uma onda com nome de remédio tarja preta. A Laje do Gardenal é uma onda que quebra para a esquerda sobre um raso fundo de pedras. O pico também tem o nome de Cartão Postal, pela beleza do local, mas o perigo que traz para os surfistas tem popularizado mais o nome Gardenal.

- É a onda é a mais perigosa do Rio, sem dúvida nenhuma. Uma onda extremamente pesada para a esquerda que quebra na frente de uma ilhota. Não há margens para erro, qualquer falha pode te fazer ser lançado em cima das pedras dessa ilha - diz o fotógrafo Affonso Dale, que estava acompanhado pelos bodyboarders Eric Poseidon e Felipe Padilha e registrou as ondas no domingo.

Affonso brincou com a semelhança do local com uma das ondas mais perigosas do circuito mundial de surfe.

- Um dos meus maiores sonhos é conhecer Teahupoo (Taiti). Cheguei perto!

Em Niterói, quem deu as caras foi a perigosa Laje do Shock. Assim como sua "irmã" da Barra, a onda quebra tubular sobre uma rasa laje de pedras próxima à praia de Itacoatiara, mas para a direita. Os irmãos Caio e Ian Vaz tiveram a companhia de Lucas Fink e de Caio Ibelli, integrante do circuito mundial de surfe, para encarar as boas ondas.