Garimpeiro que movimentou R$ 16 bilhões ilegais é solto por juiz

Garimpeiro Márcio Macedo foi posto em liberdade nesta sexta-feira.  (Foto: Reprodução/ Polícia Federal)
Garimpeiro Márcio Macedo foi posto em liberdade nesta sexta-feira. (Foto: Reprodução/ Polícia Federal)

O garimpeiro Marcio Macedo Sobrinho, investigado pela Polícia Federal (PF) e tido como um dos líderes intelectuais de um esquema de extração e comércio ilegais de ouro no Pará foi posto em liberdade pelo juiz federal Pablo Zuniga Dourado. O despacho do magistrado foi dado nesta sexta-feira (29), mas só veio a público neste sábado.

O empresário foi detido no início deste mês em decorrência da Operação Ganância, que investiga um esquema ilegal de extração e comércio de ouro. O empresário também é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. As informações são do portal Metrópoles.

Lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações da PF, Márcio acumula anos de experiência como garimpeiro no Pará. Ele é um dos sócios da Gana Gold, atual M.M. Gold, e esbanjava uma vida de luxo com o dinheiro do garimpo ilegal. Ele é dono de uma mansão em Novo Progresso (PA), de onde comanda a estrutura de seus garimpos ilegais no estado.

Além disso, Macedo tinha a intenção de construir uma outra mansão em Goiânia. Em uma ligação interceptada pela PF, o garimpeiro afirma que a futura casa precisa ter um heliponto. "Se não for pra ter um heliponto, o que compensa eu investir num lugar desse? Eu já sou acostumado com helicóptero. Tenho dois helicópteros, entendeu?", conta a uma pessoa de nome Priscilla.

O empresário também é dono de helicópteros e lanchas.

O grupo, liderado por Márcio Macedo, movimentou mais de R$ 16 bilhões entre 2019 e 2021, e chegou a constituir uma empresa de criptomoeda para lavar dinheiro. Agora, com a decisão de Dourado, todos os cinco acusados presos pela Operação Ganância estão em liberdade. Anteriormente, o irmão de Márcio Macedo, já havia sido solto no dia 20 deste mês.

Alysson Alves da Silva, Domingos Dadalto Zoli e Dionei Farias de Brito também tiveram o habeas corpus expedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Na despacho, o juiz Pablo Zuniga Dourado declarou que concedeu liberdade a Macedo por compreender que os fundamentos adotados para os demais réus deveriam ser estendidos em favor de Marcio.

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