Garotinho de 2 anos usa uniforme e ajuda garis em Belo Horizonte

Reprodução/Facebook

A época em que o sonho das crianças era ser astronauta aparentemente passou, pelo menos para o pequeno Caio. O garoto de 2 anos é fã de carteirinha dos garis responsáveis pela coleta do lixo em Belo Horizonte e viralizou após ter sido filmado pela família ajudando os profissionais.

Postado há duas semanas, o vídeo já conta com mais 4 milhões de visualizações e mais de 120 mil compartilhamentos. Segundo Raquel Silva, mãe do menino, seu celular chegou a travar de tantas mensagens positivas recebidas por pessoas comovidas pelo vídeo.

“Com certeza o mais importante que eu acho disso tudo é que todo mundo tem que olhar para os rapazes da coleta como o Caio olha, com carinho e respeito. O vídeo também é para mostrar que os rapazes merecem reconhecimento, eles trabalham duro, debaixo de chuva e de sol”, contou a autônoma de 31 anos em entrevista ao G1.

“Ele normalmente escuta o caminhão primeiro que eu e começa a gritar: ‘mamãe, olha o amigão’. E tenho que parar o que estou fazendo. Se tem panela no fogão, tem que desligar”, conta Raquel.

Segundo a mãe, Caio já admira os garis antes mesmo de começar a falar. Assim que o caminhão da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) passava, o menino já ficava feliz. “Os rapazes passavam, faziam festa, chamavam ele de amigão. Ele nem falava ainda, mas interagia”, explicou.

Mesmo com o passar do tempo e a equipe de garis mudando, Caio segue firme na paixão pelos profissionais. Após ver um vídeo onde outras crianças usavam um uniforme laranja como o dos lixeiros, Caio pediu um na hora.

Costureira, a avó deu um jeito para conseguir criar uma roupinha igual a usada pelos garis e que servisse no pequeno. No último dia 22 de novembro foi a vez de estrear o uniforme e Raquel decidiu filmar o momento.

Empolgado ao ver o caminhão aparecer, o menino cumprimentou os garis e ainda os ajudou a jogar alguns sacos de lixo dentro do triturador. Em seguida, os funcionários da SLU tiraram uma foto ao lado do garoto, emocionando a mãe.

“É a nossa alegria passar lá e ele estar aguardando a gente numa felicidade que só Deus sabe”, disse Thiago Augusto, um dos garis responsáveis pela região. “Depois que eles foram embora, ele falou assim: ‘viu, mamãe? O Caio trabalhou. Não aguentei e comecei a chorar”, completou Raquel.