Gasto mensal do governo Bolsonaro com cartão corporativo é 51% maior que gestão anterior

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Brazil's President Jair Bolsonaro hods his pen during the swearing-in ceremony of the Brazil's Tourism Minister Gilson Machado, amidst the Coronavirus (COVID - 19) pandemic at Planalto Palace on December 17, 2020 in Brasilia. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro usa cartão corporativo para viagens e manutenção do Palácio da Alvorada (Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o gasto médio do cartão corporativo foi de R$ 672,1 mil por mês, alta de 515 em relação ao governo de Michel Temer (MDB). Mesmo durante a pandemia do coronavírus, o gasto continuou alto. As informações foram reveladas pela Folha de S. Paulo, com base em dados do Portal da Transparência.

Durante a ano da pandemia, Bolsonaro gastou mais que em 2019. No ano passado, foram R$ 7,6 milhões em despesas até novembro. Em 2020, no mesmo período, foram gastos R$ 7,86 milhões. O presidente justificou o alto gasto em fevereiro, quando desembolsou R$ 1,9 milhão, para levar os brasileiros que estavam em Wuhan de volta para o Brasil. A operação custou R$ 739 mil.

Até novembro de 2020, a média mensal ficou acima do governo Temer e perto do gasto mensalmente na gestão de Dilma Rousseff (PT). Em relação ao governo Dilma, o valor de R$ 672,1 mil foi 2,6% menor. A presidente teve média de R$ 690,2 mil gastos por mês, enquanto Temer gastou R$ 442,9 mil.

Sem o valor usado para resgatar os brasileiros em Wuhan, o gasto até novembro seria de R$ 640 mil por mês, 44,5% mais que no governo Temer e 7,3% menos que Dilma.

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Os valores divulgados no Portal da Transparência foram corrigidos segundo a inflação do período.

Segundo a folha de São Paulo, a regras para uso do cartão não foram mudadas desde 2008, no governo Lula. Por isso, as regras para Dilma, Temer e Bolsonaro foram as mesmas. Os presidentes não podem sacar dinheiro do cartão corporativo. A mudança foi feita por gastos abusivos durante o governo Lula.

À Folha, o Planalto explicou que a maior parte dos gastos foi com viagens pelo país ou internacionais, além de manutenção do Palácio da Alvorada.

Antes de assumir, a equipe de Bolsonaro pensou em acabar com os cartões corporativos, mas o uso segue sendo feito normalmente e sem detalhamento das compras.