Gastos do município em saúde e conservação não são cumpridos, mas prefeitura do Rio cria novas despesas

Luiz Ernesto Magalhães
Rua esburacada na Zona Norte: enquanto cria despesas, gastos em saúde e conservação não são cumpridos

Enquanto o prefeito Marcelo Crivella cria novas despesas, como o projeto que dá estabilidade a um grupo de servidores da Comlurb, as contas do município não fecham e sinalizam um fim de ano dramático. A pouco mais de um mês do término de 2019, a prefeitura só arrecadou R$ 24,2 bilhões contra uma previsão inicial de R$ 30,6 bilhões. A diferença entre o que se esperava e o que entrou no caixa chegava ontem a R$ 6,4 bilhões, segundo levantamento realizado pelo gabinete da vereadora Teresa Bergher (PSDB).

Para especialistas, o município demonstra imprudência administrativa ao propor novos gastos. Um levantamento mostra que o caixa tem faturas em aberto no valor de R$ 3 bilhões com fornecedores de diversas áreas. Como a estimativa de receita não está se concretizando este ano, os serviços estão prejudicados da área de Saúde à de conservação. Mesmo intervenções consideradas de emergência, como a recuperação das encostas da Avenida Niemeyer, atrasaram — algumas obras consideradas importantes para a segurança da via sequer foram iniciadas. A falta de dinheiro afeta serviços essenciais em Clínicas da Família e hospitais, em que funcionários de Organizações Sociais (OSs), responsáveis pela gestão, estão com salários atrasados. Pela primeira vez, pelo menos desde 1993, a prefeitura não terá recursos para pagar a metade do 13º salário até novembro. A promessa é quitar o valor total até o dia 20 de dezembro.

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