'Gato de Botas 2': 'É importante que o cinema mostre diversos tipos de famílias para as crianças', diz Giovanna Ewbank

Doze anos após seu primeiro filme solo, “Gato de Botas” (2011), o felino mais famoso e perigoso das animações, volta aos cinemas para uma nova aventura: “Gato de Botas 2: o último pedido”. O longa dirigido por Joel Crawford tem estreia oficial marcada para esta quinta-feira, mas já passou pelos cinemas brasileiros no último final de semana em caráter de pré-estreia, quando foi o terceiro filme mais visto no país, atrás apenas de “Avatar: o caminho da água” e “Terrifier 2”.

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Nesta nova aventura, após esgotar oito de suas nove vidas, o Gato de Botas é acometido de um medo: a morte. Ele então decide pendurar a espada, a capa e as botas. Ao descobrir sobre a lenda de um “último pedido”, fica obcecado com a possibilidade de recuperar suas vidas e vai atrás deste desejo. Em sua jornada, no entanto, descobrirá que não está sozinho: nessa corrida, ele enfrentará Kitty, que já foi sua noiva, Cachinhos Dourados e sua família de ursos e o vilão João Trombeta — tudo isso contando com a companhia, por vezes indesejada, do fofo Perrito, um cãozinho que finge ser gato.

Apesar do enredo lúdico, “Gato de Botas 2” usa da animação para tratar de temas sérios, como morte, relacionamento e família adotiva.

— Acho importante que o filme trate de temas significativos como adoção e amizade — destaca Marcos Veras, dublador de Perrito. — As crianças entendem. Talvez elas não peguem todo o contexto, mas criança é uma esponja, ela percebe e transmite o tempo inteiro.

Pai de Davi, de 2 anos, o ator conta que aceitou o projeto pensando em seu filho. Este também foi o caso de Giovanna Ewbank, mãe de Titi (9), Bless (8) e Zyan (2).

— Sou mãe de três crianças. A gente começa a querer fazer parte desse universo infanto-juvenil, começa a prestar mais atenção nos filmes, nos contos. Quando chegou a oportunidade de fazer o teste, fiquei superfeliz e empolgada, a primeira coisa que veio à cabeça foi meus filhos assistindo — conta Ewbank, que inicialmente ficou preocupada ao saber que tratava de adoção. — Quando vi que o filme trazia o tema da adoção, isso me afastou um pouco do projeto, tinha um pouco de receio de como o tema seria abordado. Mas depois vi como era tratado e também percebi que o filme era bem mais do que isso. É muito importante que o cinema possa mostrar diversos tipos de famílias, para que as crianças vejam que existem vários modelos possíveis, que seja algo muito natural para todos.

Alexandre Moreno volta a dublar o Gato de Botas no Brasil. Originalmente, o personagem é dublado por Antonio Banderas. O time de vozes conta ainda com o ator Sergio Malheiros, que dubla o Bebê Urso.

— Sou muito apaixonado por animações desde pequeno. Esse universo me encantou desde sempre por brincar com os contos de fadas, que sempre tiveram uma estrutura meio rígida. É incrível poder ver a princesa que soca, um herói que é um ogro — diz o ator sobre “Shrek 2”, em que o Gato de Botas é apresentado.

Outra voz

Os atores celebram o trabalho do diretor de dublagem Manolo Rey, conhecido por ser a voz de Michael J. Fox e Tobey Maguire no Brasil.

— Sempre gostei muito da dublagem brasileira, que é respeitada no mundo inteiro. O processo de dublagem é divertido, você volta para sua infância, entra num mundo de escapismo e fantasia que é muito bom. É como você saísse de casa para brincar — conta Veras, que se considera um pouco fofo e doce, como Perrito.

Ewbank também se vê em sua personagem, que tem uma personalidade forte. A atriz ressalta que não é tão mal-humorada como Cachinhos, mas que adora essa característica nela.