Generais evitam aderir a manifesto pró-democracia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com mais de 700 mil assinaturas, a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático não teve adesão expressiva de militares, nem daqueles que vocalizam críticas ao governo.

Ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos mais contundentes em suas declarações, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz afirma que considera a iniciativa válida, mas não irá subscrevê-la.

"Não assinei porque assinar manifesto não é muito da nossa cultura militar. A gente quando quer se manifestar vai lá e fala, não fica fazendo coisa conjunta. Mas não quer dizer que eu não apoie. Mostra uma preocupação da sociedade com o futuro do país, considero o manifesto válido", diz Santos Cruz, que rompeu com Bolsonaro após ter sido demitido da Secretaria de Governo.

O general Sérgio Etchegoyen, que ocupou o Gabinete de Segurança Institucional no governo Michel Temer (MDB), diz não ter sido convidado, mas avalia que assinar esse tipo de documento "não cabe a um militar". "As opiniões que dou são todas individuais. Opiniões coletivas são vedadas aos militares."

O general Joaquim Silva e Luna, ex-presidente da Petrobras, vai na mesma linha. "Não discuto o conteúdo. Mas nunca assinei manifesto", diz.

Outros militares que romperam com Bolsonaro não estão na lista de signatários, entre eles os generais Maynard Santa Rosa, ex-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos; Otávio Rego Barros, ex-porta-voz da Presidência e Paulo Chagas, que concorreu ao governo do Distrito Federal em 2018.

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