General do exército dos EUA evita prisão e é multado por adultério

Washington, 20 mar (EFE).- O general-de-brigada do exército americano Jeffrey A. Sinclair, de 51 anos, foi multado nesta quinta-feira em US$20 mil e repreendido, mas evitou uma condenação de prisão após reconhecer ter cometido adultério, segundo a sentença emitida hoje por um tribunal militar.

O general teria que deixar o serviço militar e enfrentaria 15 anos de prisão, mas se declarou culpado de três acusações menores por adultério, considerado delito nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

O coronel James Pohl, juiz militar do caso, desprezou as acusações mais graves por abuso sexual de uma subordinada. Uma capitã havia afirmado que o general, um dos oficiais mais promissores do exército, lhe obrigou a praticar sexo oral em duas ocasiões quando ambos estavam no Afeganistão em 2011.

Essas acusações mais graves poderiam ter acarretado a prisão perpétua em uma prisão militar. Sinclair é o oficial militar de mais alta categoria que encarou acusações de abusos sexuais.

O general reconheceu sua culpa em outras acusações menores como relações indevidas com três mulheres, posse de pornografia durante sua estadia no Afeganistão e uso inadequado de um cartão de crédito do governo.

O advogado de defesa Richard Scheff afirmou que a acusação de adultério é um delito somente nas forças armadas e baseou sua argumentação em que as relações sexuais de Sinclair com sua subordinada foram consentidas. O general, que manteve uma relação extra-conjugal por três anos com a litigante, está casado e tem dois filhos.

A sentença é dada em um momento em que aumentou a pressão sobre o Departamento de Defesa devido ao elevado número de casos de abusos sexuais dentro das Forças Armadas.

A esposa de Sinclair, Rebecca, que não participou do julgamento realizado em Fort Bragg, Carolina do Norte, enviou uma carta ao juiz em que pedia para não o castigarem com a retirada da pensão e os benefícios médicos.

"Devem acreditar em mim quando digo que a humilhação e a difamação pública que sofreu não são nada comparadas ao sofrimento privado e culpa com os quais vive diariamente", disse na carta a esposa do general. EFE

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