General Heleno é vacinado contra Covid e diz que ação é voluntária

DANIEL CARVALHO
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***FOTO DE ARQUIVO***BRASILIA, DF,  BRASIL,  16-12-2020 -  O ministro chefe do GSI General Augusto Heleno. Durante lançamento da plano nacional de vacinação contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 16-12-2020 - O ministro chefe do GSI General Augusto Heleno. Durante lançamento da plano nacional de vacinação contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, 73, informou em uma rede social que tomou nesta quinta-feira (18) a primeira dose de vacina contra Covid-19.

Na linha que Jair Bolsonaro (sem partido) passou a adotar diante da queda de sua popularidade, Heleno disse que o governo federal defende a vacinação, mas fez um aceno aos negacionistas, que mantêm a bandeira anti-imunização que o presidente levantava até pouco tempo atrás.

"Hoje recebi a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O governo federal defende a imunização em massa e trabalha intensamente para viabilizar, no menor prazo possível, a vacinação de todos os brasileiros. É uma ação voluntária. Foi a minha escolha", escreveu o ministro, sem informar qual o imunizante que foi aplicado nele.

Heleno já foi infectado pelo novo coronavírus, em março de 2020.

Assessores diretos de Bolsonaro atribuíram o pico de rejeição da gestão do presidente na pandemia, apontado em pesquisa Datafolha, aos recordes diários de mortes por Covid-19 nos últimos dias no país.

A má imagem do presidente, que dificultou o início do ora lento processo de vacinação, impacta diretamente a avaliação geral de seu governo.

Desde a semana passada, quando lançaram o que informalmente foi batizado de Plano Vacina, Bolsonaro, ministros e a família presidencial se empenham na defesa da imunização, contrastando com o discurso anti-vacina que era adotado até pouco tempo atrás.

Além disso, integrantes do governo reprisam insistentemente balanços de ações feitas pelo Executivo no âmbito da pandemia.

O Palácio do Planalto confirmou na terça-feira (16) que um servidor da sede do Executivo morreu de Covid-19. De março do ano passado a fevereiro deste ano, 454 servidores do Planalto foram infectados pelo novo coronavírus, segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República.