Genial/Quaest mostra Lula com 42% e Bolsonaro com 34% no 1º turno

Camisetas com os dizeres "Fora Bolsonaro" e "Lula 2022" à venda durante protesto contra Bolsonaro

SÃO PAULO (Reuters) - Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou oscilação para baixo, dentro da margem de erro, da vantagem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sobre o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de outubro, com a dianteira do petista agora em 8 pontos percentuais no primeiro turno.

De acordo com o levantamento, Lula tem 42% das intenções de voto, ante 44% na pesquisa divulgada há uma semana, enquanto Bolsonaro permanece com os mesmos 34% que tinha na sondagem anterior. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ciro Gomes (PDT) manteve-se com os mesmos 7% que tinha na pesquisa da semana passada e Simone Tebet também ficou estável, registrando os mesmos 4% de uma semana atrás. Os demais candidatos somados chegaram a 2%, patamar igual ao da pesquisa anterior. Brancos e nulos são 5%, ante 4%, e os indecisos somam 6%, contra 5%.

A pesquisa do instituto Quaest, contratada pela corretora Genial Investimentos, também apontou variação negativa, no limite da margem de erro, da vantagem que Lula tem sobre Bolsonaro em um eventual segundo turno entre ambos. Segundo o levantamento, o petista venceria por 48% a 40% --há uma semana o placar era de 51% a 39%, uma queda de 12 pontos para 8 pontos, portanto.

A pesquisa também apontou que Bolsonaro segue como o candidato mais rejeitado entre os postulantes ao Palácio do Planalto, com 52% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, ante 53% há uma semana.

O segundo mais rejeitado é Ciro, que manteve os 50% de rejeição, seguido por Lula, rejeitado por 47%, ante 44% na semana passada.

A pesquisa também apontou que 38% dos entrevistados avaliam o governo Bolsonaro de forma negativa, contra 39% uma semana atrás, ao passo que 32% o veem positivamente, mesmo patamar da pesquisa anterior, e 27% o enxergam como regular, contra 26% na sondagem da semana passada.

O Quaest ouviu 2 mil pessoas de forma presencial entre os dias 10 e 13 de setembro.

(Reportagem de Eduardo Simões)