Genro de Yeltsin deixa cargo de conselheiro de Putin, dizem fontes

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LONDRES (Reuters) - Valentin Yumashev, genro do ex-líder russo Boris Yeltsin que ajudou Vladimir Putin a chegar ao poder, deixou o cargo de conselheiro do Kremlin, disseram à Reuters duas pessoas familiarizadas com a posição de Yumashev.

Yumashev era um conselheiro não remunerado com influência limitada na tomada de decisões de Putin, mas sua saída encerra um dos últimos vínculos dentro do governo de Putin com o governo de Yeltsin, que foi marcado por reformas liberais e abertura da Rússia para o Ocidente.

Putin ordenou que suas Forças Armadas atacassem a Ucrânia em 24 de fevereiro em uma invasão que os governos ocidentais dizem ser um ato de agressão injustificada, mas que Moscou chama de "operação especial" necessária para proteger os falantes de russo no leste da Ucrânia.

Em março, Anatoly Chubais, outra figura sênior da era Yeltsin, deixou o cargo de enviado especial do Kremlin. Este mês, um diplomata da missão da Rússia na ONU renunciou por causa da guerra.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a saída de Yumashev de seu cargo de conselheiro e não atendeu a uma ligação para seu número de celular. Yumashev não respondeu a um pedido de comentário enviado pela Reuters.

Lyudmila Telen, primeira vice-diretora executiva do Centro Presidencial Boris Yeltsinr, onde Yumashev é membro do conselho de curadores, disse à Reuters que Yumashev desistiu de seu cargo de conselheiro do Kremlin em abril.

Questionada por que ele saiu, ela afirmou: "Foi iniciativa dele".

Uma segunda pessoa familiarizada com o pensamento de Yumashev, que falou sob condição de anonimato, também disse que Yumashev deixou em abril de ser um conselheiro presidencial.

Sob Yeltsin, que foi presidente russo de 1991 a 1999, Yumashev atuou como conselheiro do Kremlin e mais tarde como chefe de gabinete do Kremlin. Ele é casado com Tatyana, filha de Yeltsin.

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