Geólogos querem abrir pedra de 830 milhões de anos e ver o que tem dentro

Pedra de halita pode conter microrganismos antigos em uma inclusão fluida
Pedra de halita pode conter microrganismos antigos em uma inclusão fluida
  • Cientista suspeitam que microrganismos antigos ainda podem estar vivos em bolhas de líquido;

  • Exames de imagens mostram inclusões fluidas dentro dessa pedra de halita;

  • Descoberta pode ajudar a encontrar vida em Marte.

Pesquisadores da Sociedade Geológica da América estão planejando abrir um cristal de sal-gema de 830 milhões de anos, que eles acreditam conter microrganismos antigos que ainda podem estar vivos.

De acordo com os geólogos, foram encontrados indícios de vida procariótica e de algas dentro do cristal de halita no início deste mês. Os organismos foram encontrados dentro de bolhas microscópicas de líquido no cristal, conhecidas como inclusões fluidas. Esses locais podem servir como microhabitats para que uma pequena colônia prospere.

Embora possa haver riscos em trazer formas de vida de 830 milhões de anos de volta ao mundo moderno, os pesquisadores insistem que isso será realizado com a máxima cautela.

“Parece um filme B muito ruim, mas há muito trabalho detalhado que vem acontecendo há anos para tentar descobrir como fazer isso da maneira mais segura possível”, a autora do estudo Kathy Benison, geóloga da West Virginia University, disse à NPR.

Inicialmente relatada à revista Geology em 11 de maio, a descoberta foi feita través de uma série de técnicas de imagem que estudam essas inclusões fluidas em um pedaço e halita da Formação Browne, na Austrália central.

Os cientistas descobriram sólidos e líquidos orgânicos que eram consistentes em tamanho, forma e resposta fluorescente a células de procariontes e algas. Se confirmados, a descoberta revela que esses microrganismos podem permanecer bem preservados na halita por centenas de milhões de anos.

A descoberta ainda pode ser extrapolada para outros setores da ciência, ajudando inclusive a achar vida em Marte. É possível que bioassinaturas semelhantes possam ser detectadas em sedimentos químicos do planeta vermelho, onde grandes depósitos de sal foram identificados como evidência de antigos reservatórios de água líquida.

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