Geosmina na água do Rio está acima do limite, aponta laudo da Cedae

Gilberto Porcidonio
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Márcia Foletto

RIO - Um relatório de qualidade da água divulgado pela Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) nesta quinta-feira mostra que o nível de geosmina está acima do limite máximo, o que está alterando o gosto da água em todo o Estado. Os testes foram feitos nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.

De acordo com os padrões estabelecidos pela portaria 2914 do Ministério da Saúde, o nível máximo de gosto deve estar em 6 (fraco ou moderado). O monitoramento, no entanto, apontou grau 8 (moderado).

De acordo com a análise, o problema foi detectado em cerca de 17 bairros da cidade, sendo a Zona Oeste (Campo Grande, Bangu, Realengo, Taquara, Jacarepaguá e Praça Seca) a região mais afetada. Porém, um levantamento do GLOBO aponta que a irregularidade na qualidade da água já foi registrada, em mais de 40 bairros, além de em Duque de Caxias em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os próprios moradores também estão relatando o problema nas redes sociais.

Na terça-feira, o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, afirmou que bebe água da torneira e que sentir gosto e cheiro de terra na água depende da percepção olfativa de cada pessoa. Ele também havia destacado que todas as providências tomadas pela Cedae estão dando certo, já que os valores de geosmina na água estariam cem vezes menores que na crise do ano passado.

— Eu bebo água da torneira. Eu confio plenamente nos técnicos da Cedae, na Estação de Tratamento do Guandu. Fui gerente da Estação do Guandu, sei o trabalho que se realiza lá. Para mim, na minha região, não está chegando água com gosto e odor. Vocês devem estar percebendo que algumas regiões estão reclamando e outras, não. Isso é muito da percepção. Porque cada um tem uma percepção olfativa diferente — disse Edes ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, na terça-feira.