Geração de energia solar bate recorde no Nordeste

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Segundo a Organização Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o pico de geração alcançou 2.649 MW. Ainda no meio da tarde, a produção alcançou um pico de 2.675 MW, que seria suficiente para abastecer 21,6% da região Nordeste. (REUTERS/Bruno Kelly)
  • Produção de energia solar tem atingido recorde na região Nordeste

  • Dois recordes foram batidos na última quarta-feira (27)

  • Com falta de chuva, a geração solar e eólica de energia vem em crescimento no país

A produção de energia solar alcançou duas marcas históricas no Nordeste brasileiro. Segundo a Organização Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o pico de geração alcançou 2.649 MW. Ainda no meio da tarde, a produção alcançou um pico de 2.675 MW, que seria suficiente para abastecer 21,6% da região Nordeste.

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Essa é a segunda e terceira vez em outubro, que a produção de energia solar bate recorde no Nordeste. Atualmente, esse tipo de energia representa 2,2% na produção brasileira, a expectativa da ONS é de que o valor chegue a 2,6% no final do ano. Em agosto, a geração de energia solar havia batido o recorde com um pico de 2.336 megawatts (MW).

Enquanto a matriz hidrelétrica sofre com a falta de água, por causa da falta de chuva. Por outro lado, no Nordeste, ocorre um aumento da produção da energia solar e eólica nos últimos anos. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a região tem mais de 2,4 GW de usinas fotovoltaicas em operação, 70% da capacidade instalada de geração centralizada no Brasil.

Brasil tem diminuído dependência de Itaipu, mas falta de chuvas pode causar problemas

A energia solar representa 2,2% da matriz brasileira. De acordo com dados da ONS, em 2020, a matriz de energia do Brasil pelas seguintes fontes:

  • Solar fotovoltaica: 1,85% 

  • Nuclear: 1,20% 

  • Eólica: 10,06% 

  • Térmica: 21,44% 

  • Hidrelétrica: 65,45%

Em 2020, Itaipu gerou 76.382 gigawatts-hora (GWh) em energia elétrica. Foi, sozinha, responsável por suprir 10,8% de toda energia consumida pelo Brasil no ano. No Paraguai, ela abastece 85% da energia consumida. Contudo, tanto o volume de energia gerada quanto a participação da hidrelétrica no suprimento de energia do mercado brasileiro já foram maiores.

Em 2016, a usina estabeleceu seu recorde anual de geração de energia: foram 103.098 GWh gerados, fornecendo 16,8% da energia consumida no país. A baixa recente na geração, segundo a própria Itaipu, tem a ver com a falta de chuvas. Dados tabulados pela administração da usina apontam que 2020 foi o ano mais seco da história da hidrelétrica, com 30% menos água afluindo para seu reservatório.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o ano de 2021 deve ser ainda pior em termos de geração de energia também por conta da questão climática. Em julho, a usina gerou 2.772 GWh. No mesmo mês de 2020, haviam sido 4.532 GWh. Já em julho de 2016, foram 7.938 GWh.

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