Geradores eléctricos a caminho da Ucrânia

A recolha de donativos na República Checa atingiu 70 mil eurosem apenas duas semanas, o suficiente para enviar um total de 36 geradores para o sul e leste da Ucrânia, regiões atingidas por bombardeamentos russos.

"Na Ucrânia, a prioridade são agora geradores, geradores, e mais geradores, e claro, os aquecedores directos independentes da electricidade. Conseguimos mesmo arranjar um grande gerador de 400 kVA remodelado. Não quero dar uma localização específica, mas fornecerá energia para uma central de água para uma cidade de cerca de 100.000 pessoas", afirma Vaclav Keprt, diretor da Cáritas Arquidiocesana Olomouc.

Mas não é apenas a República Checa que envia geradores para a Ucrânia. O mesmo acontece na Polónia.

A cidade de Kherson no leste da Ucrânia foi alvo de 260 bombardeamentos russos no espaço de uma semana. É em locais como este que a necessidade de geradores é mais aguda.

Outras regiões estão ligadas ao sistema eléctrico durante apenas algumas horas por dia como explica o primeiro-ministro ucraniano.

"Sim, a situação é difícil; existe um défice. Mas com uma deficiência de 30% nos custos do sistema de rede e recuperação prioritária das infra-estruturas críticas para a população de cada região, subsistem 50%-60% para cobrir as necessidades. Isto é suficiente para distribuir uniformemente uma carga de interrupções forçadas entre todos os consumidores para que as pessoas tenham as luzes acesas durante 5-6 horas por dia", disse Denys Shmyhal.

O primeiro-ministro ucraniano acrescentou que pensava existirem recursos suficientes "para atravessar o período de Inverno" desta forma.

O alto funcionário deixou claro que todas as regiões do país, à exceção de Kherson, estavam de novo ligadas à rede eléctrica nacional.

A Ucrânia entra no Inverno com reservas de 14 mil milhões de metros cúbicos de gás e 1,3 milhões de toneladas de carvão em armazéns.