Gerson é apresentado de volta ao Flamengo: 'Quero fazer melhor do que em 2019'

A volta de Gerson ao Flamengo, aguardada por torcedores, dirigentes e pelo próprio jogador, aconteceu na tarde desta quinta-feira, no CT NInho do Urubu, na Zona Oeste do Rio. O volante foi apresentado oficialmente e vestiu a camisa 20, nova numeração que homenageia o amigo Vinícius Júnior. Estavam presentes o presidente do rubro-negro, Rodolfo Landim, e os responsáveis pela diretoria de futebol, Marcos Braz e Bruno Spindel, além de Marcão, pai e empresário do atleta.

O tom dos presentes ressaltou o "grande esforço" que o Flamengo precisou fazer para adquirir os direitos do jogador, depois das conturbadas negociações com o Olympique de Marselha, destino do Coringa depois que saiu do Rio de Janeiro.

— É um jogador que deu certo na Europa, e os números estão aqui. São 61 jogos, 13 gols e 10 assistências. E como você deu certo na Europa, queremos que você dê certo de novo aqui — afirmou o vice de futebol, Marcos Braz.

Confira abaixo alguns trechos da apresentação.

Expectativa para 2023

— Espero que seja melhor do que a minha primeira passagem, e com o elenco que a gente tem acho que é possível — afirmou o jogador.

Versatilidade

— Até hoje, eu só não joguei de lateral direito, zagueiro e goleiro. De resto, já fiz tudo, até de falso 9 eu já joguei, de centroavante. Volto mais Coringa do que nunca. O que a grandeza do Flamengo pede é raça, vontade de jogar, sempre estar disposto a ajudar os companheiros e o clube. Todos os dias busco aprender alguma coisa, e o Gerson que volta hoje é focado, mais maduro e com a cabeça e ganhar sempre.

Motivo para a volta

— O principal motivo é ser o Flamengo, o carinho e o respeito que eu tenho, ter a grandeza que tem. Quando você está com a cabeça de sair de um clube, quando o Flamengo entra na situação é complicado.

Concorrência no meio

— Tem ótimos jogadores, Vidal e o Pulgar, da seleção do Chile, Thiago Maia e João Gomes, que acabaram a temporada muito bem. Não conversei com o treinador, mas estou disposto a ajudar o Flamengo onde for. A minha função principal é volante, mas posso ajudar onde for.

Avaliação no Olympique de Marselha

— Falaram em frustração, coisa que eu acho que não tive. Fizemos grandes coisas lá, em número de gols e participações foi o melhor momento da minha carreira. Classificamos o time para a Champion's League e contribuí bastante. Acabei não tendo um grande convívio com o treinador que chegou e optei por seguir minha vida de uma outra forma. Eu sei o que fiz lá e os números estão aí, e os números não mentem.

Futebol brasileiro

— Nós mesmos batemos no nosso esporte, nos nossos jogadores, no nosso campeonato. Acho que precisamos parar um pouco de pensar no país dos outros e pensar no nosso, cresceríamos muito mais.

Seleção

— O Flamengo é um gigante, os olhos estão sempre virados para ele. Para chegar na seleção, tenho que estar bem aqui, porque não adianta nada eu estar aqui e não estar fazendo nada. Meu primeiro foco é o Flamengo e as outras coisas são consequências.

Camisa 20

— Foi uma homenagem ao meu parceiro Vini. Em relação a camisa 8, mais que merecida estar com o Thiago, fez por merecer, está jogando muito. A história que eu fiz já passou, ele já fez a história dele, nós dois sempre nos respeitamos e é mais do que merecido.

Decisão de voltar

— Tive oportunidade de continuar na Europa, mas nenhum dos projetos foi como o do Flamengo, não foram tão ambiciosos. Eu quero agora escrever minha história como vencedor, e quando você veste essa camisa você tem que estar brigando por tudo que você disputa. Cada vez que você olha, o elenco está cada vez mais qualificado e voltei para a gente fazer, se Deus quiser, melhor do que 2019.