Gestores de aeroportos são diagnosticados com o novo coronavírus em Nova York e Paris

NOVA YORK — O diretor-executivo da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, Rick Cotton, foi diagnosticado com o novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo governador nova-iorquino, Andrew Cuomo. O órgão é responsável pela gestão dos principais aeroportos, terminais de ônibus, túneis e pontes dos dois estados americanos. Cuomo também reportou 37 novos casos de Covid-19 em Nova York.

Cotton, conhecido como o "czar da infraestrutura" no governo Cuomo, aderiu voluntariamente à quarentena em sua casa e está trabalhando remotamente.

— Ele esteve nos aeroportos, obviamente, no momento em que muitas pessoas estavam retornando (de outros países) com o vírus — disse o governador democrata.

A Autoridade Portuária emprega cerca de 7 mil pessoas e gerencia os aeroportos de La Guardia, John F. Kennedy e Newark, que atendem a cidade de Nova York. Funcionários próximos de Cotton estão sendo examinados, segundo Cuomo.

— Eu mesmo poderia ter entrado em contato com Rick Cotton — reconheceu o governador, que disse ter se examinado para assegurar que não contraiu a doença.

O número de pessoas diagnosticadas com Covid-19 no estado de Nova York é de 142, segundo o governo estadual. Segundo um levantamento da John Hopkins, há 554 casos registrados em todo o país e 22 pessoas morreram. A maior parte deles está concentrado no condado de Westchester, ao norte de Manhattan. Os estados mais afetados são Washington e Califórnia, na Costa Oeste americana.

Na França, outro gestor aeroportuário contraiu o novo coronavírus. Augustin de Romanet, presidente da companhia ADP, que gerencia diversos aeroportos no país, ficará em quarentena residencial por duas semanas. Pessoas que estiveram com o administrador, de 58 anos, nos últimos dias também serão examinadas.

Em Paris, a ADP administra os aeroportos Charles de Gualle e o de Orly, o segundo maior da capital francesa. Cerca de 100 milhões de pessoas passam pelos terminais dos dois aeroportos todos os anos. A empresa tem metade de suas ações controladas pelo governo.

Até esta segunda-feira, a França já registrou 1.191 contágios e 21 mortes. Na Europa, o país é o segundo mais afetado pela epidemia, atrás apenas da Itália, que implementou duras quarentenas na região Norte.