Ghislaine Maxwell nega ter contratado menores para Epstein

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Foto de Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein, em 2 de julho de 2020 em Nova York
Foto de Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein, em 2 de julho de 2020 em Nova York

A ex-colaboradora e ex-companheira de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, garantiu nunca ter ajudado o financista a explorar sexualmente menores, já que contratou apenas "adultas com idade apropriada" para trabalhar em suas luxuosas propriedades, segundo uma declaração de 2016 divulgada nesta quinta-feira (22). 

Presa em Nova York após ter sido acusada de tráfico de menores, incitação à prostituição e falso testemunho - principalmente por esta declaração - Maxwell não se pronuncia desde sua prisão em julho passado, exceto para se declarar inocente. 

Membro do 'jet set', filha do ex-magnata da mídia britânica Robert Maxwell, ela lutou contra a publicação desta declaração de 465 páginas, feita em abril de 2016 como parte de uma ação civil movida por Virginia Giuffre. No entanto, um juiz aprovou sua divulgação esta semana. 

A ação de Giuffre resultou em um acordo amistoso em 2017, e os nomes citados no comunicado foram mantidos em sigilo. 

Sabe-se mais pelas perguntas do advogado de Giuffre do que pelas respostas de Maxwell: questionada a respeito das supostas atividades de tráfico de menores praticadas pela financista no início dos anos 2000, Maxwell é evasiva, diz não ter conhecimento da vida sexual de Epstein - que morreu na prisão em agosto de 2019 - ou "não se lembrar". 

Ela ainda afirma ter contratado apenas "adultas com idade apropriada" para ajudar a manter suas propriedades luxuosas, nunca "ter visto Jeffrey tendo um relacionamento sexual com uma menor" e que "nunca trouxe meninas menores de 18 anos" para sua casa para fins sexuais. 

"As pessoas que eu trouxe eram todas adultas com idade apropriada", com exceção de "membros da (sua) própria família", disse ela. 

A ex-companheira do financista reconheceu, porém, que Epstein gostava tanto de massagens que as solicitava diariamente e até em momentos "imprevisíveis", o que explicaria por que sua agenda continha longas listas de "massagistas".

Questionada sobre os e-mails trocados com ele, nos quais parecem perguntar sobre seus depoimentos à imprensa, ela afirmou que sua única preocupação era garantir a "veracidade" de suas declarações. 

Apesar de ter tido uma relação íntima com Jeffrey Epstein nos anos 90, esta mulher de tripla nacionalidade  - americana, britânica e francesa - rejeita o nome de "ex-namorada" do financista.

Desde a morte de Epstein na prisão, Maxwell, de 58 anos, tem sido a figura principal em um escândalo que chegou a nomes como o do príncipe Andrew e outras personalidades. 

Seu processo deve começar em julho de 2021 e, se for condenada, poderá ter que cumprir mais de 35 anos de prisão.

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